Geddel Vieira Lima (PMDB) 12 de dezembro de 2013 | 10:23

Postura de Geddel mostra compromisso com unidade

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Ao admitir que a candidatura das oposições pode sair apenas no ano que vem, como registra a edição de hoje da Tribuna da Bahia, o ex-ministro e pré-candidato do PMDB a governador, Geddel Vieira Lima, fez um movimento importante no sentido de mostrar que seu discurso pela unidade é verdadeiro.

Na prática, ele retira do DEM e do PSDB o foco de tensão que vinha sendo criado pelo PMDB, único dos três a defender e pressionar pela antecipação da candidatura oposicionista. E, agora, já não pode mais ser acusado nos bastidores, como ocorria, de não estar colaborando com a construção de um projeto conjunto para o grupo.

Não se pode dizer que o novo movimento do PMDB foi espontâneo. O partido foi levado a um posicionamento diferente do que adotara até a semana passada por uma estratégia muito bem montada pelo DEM. Com a corda no pescoço para assumir o que faria em relação a 2014, o DEM resolveu jogar duas pedras no tabuleiro sucessório.

Anunciou, sem que o implicado desse palavra, que Paulo Souto vai ser candidato em 2014, e ao mesmo tempo informou que sua candidatura só seria oficializada depois do Carnaval. A postura poderia levar o PMDB a duas reações. Marchar sozinho com Geddel ou outra candidatura de fora do grupo ou comprometê-lo com os oposicionistas.

O líder peemedebista preferiu a segunda opção, mostrando que tem compromisso com o projeto de oposição ao governador petista Jaques Wagner. O segundo desafio à unidade fica agora postergado para o ano que vem, quando DEM, PSDB e PMDB terão que se debruçar sobre a montagem da chapa.

Raul Monteiro
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