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Mensagens partiram do celular de um dos integrantes do grupo 12 de junho de 2019 | 13:30

‘Aqui é o hacker’, diz mensagem no grupo do Conselho Nacional do Ministério Público

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Mensagens enviadas a partir do celular de um conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) no grupo de Telegram do colegiado chamaram a atenção dos colegas para a invasão de hacker no chat de conversas. Um dos torpedos dizia que o caso revelado no domingo pelo site The Intercept envolvendo o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o procurador da República Deltan Dallagnol era apenas “uma amostra do que vocês vão ver na semana que vem”, dizia o texto. As mensagens partiram do celular do conselheiro Marcelo Weitzel Rabello de Souza na terça por volta das 23h. Os colegas estranharam o tom dos torpedos e começaram a questionar o conselheiro no grupo. Na sequência, receberam outro torpedo dizendo: “aqui é o hacker”. Os conselheiros então ligaram para Marcelo, que argumentou que não estaria usando o aparelho no momento dos envios das mensagens. Marcelo nega que seja uma brincadeira dele com os colegas. Segundo fontes, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, também pode ser uma das participantes desse grupo de Telegram do CNMP. Ela preside o colegiado, que usa o chat de forma institucional, para agendamento de datas de julgamentos ou troca de opiniões. Procurada, Raquel Dodge ainda não retornou para comentar. Na segunda-feira, 10, o corregedor nacional do Ministério Público, Orlando Rochadel, instaurou reclamação disciplinar para apurar as troca de mensagens envolvendo o procurador Deltan Dallagnol. A instauração da reclamação foi feita com base nos pedidos dos conselheiros Luiz Fernando Bandeira, Gustavo Rocha, Erick Venâncio e Leonardo Accioly. O corregedor nacional também determinou a notificação dos membros do Ministério Público Federal integrantes da Operação Lava Jato para manifestação no prazo de 10 dias.

Estadão
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