Foto: Vinícius Loures/Câmara dos Deputados
O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho 12 de julho de 2019 | 22:04

Economia com Previdência ficará próxima a R$ 900 bi, segundo governo

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O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, afirmou nesta sexta-feira, 12, que a economia com a reforma nas regras de aposentadoria e pensão do País deve ficar em torno de R$ 900 bilhões em dez anos. Segundo ele, trata-se ainda de uma estimativa e a equipe econômica trabalhará nos próximos dias para refinar esses cálculos. A projeção considera que a redução na economia com o abrandamento das regras para homens, mulheres, professores e policiais ficou entre R$ 50 e R$ 70 bilhões. Conforme mostrou o Estado, essa já era a estimativa feita de maneira informal por integrantes do Ministério da Economia que acompanhavam a votação na Câmara na quinta-feira, 11. O valor fica abaixo da meta de economia de R$ 1 trilhão estipulada inicialmente pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Marinho, porém, afirmou que a aprovação da medida provisória 871, para combater fraudes no INSS e que foi convertida na Lei 13.846, fará com que a União ganhe “pouco mais de R$ 200 bilhões” nos próximos dez anos a partir de 2020. “Entre a PEC da Previdência e a MP 871, teremos impacto fiscal de R$ 1,1 trilhão aproximadamente”, afirmou o secretário. Marinho disse ainda que há expectativa de que, até setembro, a votação da reforma da Previdência seja concluída no Senado. Ele afirmou que espera que o texto seja preservado frente ao aprovado no plenário da Câmara dos Deputados nesta sexta-feira, 12. “O parlamento fez o seu papel, vai continuar fazendo”, disse. “O debate foi às vezes áspero, contundente, mas necessário para que a sociedade possa fazer seu juízo de valor. Hoje a maior parte da população apoia a reestruturação do sistema previdenciário”, afirmou.
Marinho lembrou do acordo para que seja votada por meio de uma “PEC Paralela” a reforma nos sistemas previdenciários de Estados e municípios. “O governo apresentou com Estados e municípios por acreditar que o ajuste fiscal se deve se dar no conjunto dos entes federados e não apenas no governo federal. Por uma questão de decisão do Parlamento, notadamente a Câmara, essa possibilidade foi retirada, mas a discussão continua”, disse. “Caso haja a volta de Estados e municípios evidente que será benéfico para o conjunto da sociedade”.

Estadão
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