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Presidente do PDT, Carlos Lupi 12 de julho de 2019 | 16:20

Esmagadora maioria do PDT defende expulsão de Tabata e outros ‘rebeldes’, diz Lupi

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O PDT divulgou nesta sexta-feira, 12, em sua página na internet e em redes sociais, um vídeo da convenção do partido, em 18 de março, que aprovou o fechamento de questão contra a reforma da Previdência apresentada pelo governo de Jair Bolsonaro. A deputada Tabata Amaral (PDT-SP), que na última quarta-feira, 10, votou a favor das mudanças na aposentadoria, estava presente ao encontro, realizado em Brasília. A gravação (veja o vídeo abaixo) mostra Tabata, sorridente, ao lado do presidente do PDT, Carlos Lupi, que comandava os trabalhos. Na sequência, há um corte na imagem e Lupi aparece perguntando aos convencionais quem era favorável a fechar questão contra a reforma da Previdência. Todos levantaram os crachás e a proposta foi aprovada por unanimidade. Por ter votado a favor da reforma, Tabata e outros sete deputados do PDT enfrentarão processo na Comissão de Ética do partido, a partir da próxima quarta-feira, e correm risco de expulsão. Na convenção de março, Lupi chegou a questionar se havia alguém na plateia que gostaria de continuar a discussão sobre o assunto. Ninguém mais se manifestou, nem mesmo Tabata. “Quero registrar (..) que foi aprovado por unanimidade dos presentes o fechamento de questão contra a reforma da Previdência”, discursou o presidente do PDT, na ocasião. Lupi disse nesta sexta-feira, 12, que o processo contra Tabata e seus colegas deve demorar de 45 a 60 dias nas instâncias do partido. “Mas todos terão direito de defesa”, ressalvou. “Aqui é democracia e tudo o que fazemos é pelo convencimento. Não tem emenda, não tem método não ortodoxo que Bolsonaro disse que ia abolir e está liberando.” Ao ser questionado sobre o argumento, usado por alguns deputados “rebeldes”, de que o texto-base aprovado pela Câmara é diferente da proposta original enviada pelo governo, Lupi foi irônico. “Isso está parecendo aquela história do governo, que tirou o bode da sala, o fim do Benefício de Prestação Continuada (BPC), e botou lá uma cama cheia de pregos para o trabalhador deitar”, afirmou ele.

Estadão
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