Foto: Werther Santana/Estadão
Bolsa de Valores 12 de agosto de 2019 | 19:33

Bolsa cai 2% e dólar encosta em R$ 4 com resultado de prévias na Argentina

economia

O cenário internacional já adverso ganhou novo ingrediente nesta segunda-feira, 12, com as eleições primárias na Argentina, que apontaram para a derrota do atual presidente, Mauricio Macri. Os temores do ressurgimento de uma política intervencionista no país vizinho, com risco de calote e outros desdobramentos, atingiram em cheio a Bolsa brasileira. Entre as ações mais penalizadas estiveram as de empresas com atividade econômica na Argentina, principal parceiro do Brasil no Mercosul. O Índice Bovespa terminou o dia em baixa de 2,00%, aos 101.915,22 pontos. Em dólares, a perda no final do pregão foi de 3%. As quedas do Ibovespa foram generalizadas entre as blue chips, com destaque para bancos. O bloco de maior peso na carteira do Ibovespa teve perdas expressivas, como Banco do Brasil ON (-3,39%), Itaú Unibanco PN (-4,14%) e Bradesco PN (-2,09%). Os papéis de Petrobrás e siderúrgica também se sobressaíram entre as quedas. Gerdau PN caiu 2,71% e Petrobras PN recuou 2,69%. Entre as ações da carteira do Ibovespa, a maior queda foi de Gol PN (-7,20%), afetada pela alta do dólar e pelas atividades da empresa nos países da América do Sul. CVC ON, que recentemente adquiriu o grupo argentino Almundo, dobrando sua participação na Argentina, caiu 3,02%. Entre as altas do dia, a liderança ficou com empresas exportadoras, beneficiadas pela alta do dólar e pela expectativa de resultados positivos. JBS ON subiu 5,76%, Marfrig ON ganhou 3,59% e Suzano ON avançou 1,25%. O dólar chegou a superar R$ 4,00, influenciado pela Argentina. Pela tarde, os ânimos se acalmaram, quando o peso reduziu o ritmo de alta após o banco central argentino injetar recursos no mercado e subir os juros, mas o clima de cautela prosseguiu. Além da crise no país vizinho, a tensão comercial entre os Estados Unidos e a China e a intensificação dos protestos em Hong Kong contribuíram para estimular a fuga de ativos de risco e fortalecer o dólar ante moedas emergentes. O dólar à vista fechou em alta de 1,09%, a R$ 3,9834, maior nível desde 28 de maio, quando terminou em R$ 4,02. Leia mais no Estadão.

Estadão Conteúdo
Comentários