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Sidninho e Marta tendem a pedir vistas ao projeto 13 de agosto de 2019 | 14:58

CMS: Oposição pedirá vistas na Comissão de Finanças ao projeto que regulamenta aplicativos

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A oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS) antecipa que não cederá ao movimento encabeçado pelo prefeito ACM Neto (DEM) e pelo presidente da Casa, vereador Geraldo Júnior (SD), para que a regulamentação dos aplicativos, como Uber e 99pop, volte ao texto original proposto pelo Executivo Municipal. Conforme apurou este Política Livre, a expectativa é que haja pedido de vistas coletivo à matéria durante reunião da Comissão de Finanças e Orçamento, marcada para esta quarta-feira (13), onde a matéria segue parada. O líder do grupo, vereador Sidninho (Podemos), por exemplo, confirma que fará esse pedido, sob a justificativa de ser contra a derrubada das emendas feitas ao texto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) pela relatora Lorena Brandão (PSC). “A Câmara não pode retroceder e ceder sempre a vontade do prefeito. Existem modificações que são imprescindíveis para o bom funcionamento dos aplicativos, como a não limitação em 7,2 mil motoristas e o prazo estipulado para que todos os veículos tenham oito anos de idade máxima e não cinco como previsto pela Prefeitura”, criticou, ressaltando não ser contra os taxistas. “Mas, os motoristas de aplicativos não podem ter a regulamentação da profissão prejudicada em detrimento dos taxistas. Que beneficiemos as duas categorias, que prestam um serviço tão importante para a população”, defendeu. Assim como ele, a líder do PT, Marta Rodrigues e o socialista Silvio Humberto, também discordam das possíveis mudanças. Marta confirma, inclusive, o pedido de vistas por parte do seu mandato ao projeto que se arrasta na Casa desde agosto de 2018. Por outro lado, o presidente Geraldo Júnior assegurou aos taxistas que o projeto será votado em no máximo 15 dias. Nesta segunda-feira (12), chegou a se reunir com a relatora Lorena Brandão, o presidente da CCJ Alexandre Aleluia (DEM), com o vice-presidente da Casa, Kiki bispo (PTB), o presidente do PSC municipal, Ricardo Almeida e o líder do governo Paulo Magalhães Júnior (PV) como forma de destravar o processo de tramitação. “A reunião foi com o intuito de equilibrarmos a proposição, que se for do entendimento, poderá volta ao estado original sim”, admitiu Kiki Bispo.

Fernanda Chagas
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