Foto: Arquivo
Conforme Carballal, o debate em torno da matéria na Câmara ocorre desde 2016 16 de setembro de 2019 | 16:45

Fim do arrastão: Carballal rebate prefeito e questiona secretário

salvador

O vereador Henrique Carballal (PV), autor do projeto que proíbe a realização do arrastão da Quarta-Feira de Cinzas, apesar de integrar a base governista na Câmara de Salvador, rebateu em plenário nesta segunda-feira (16), o prefeito ACM Neto (DEM) sobre a ‘falta de diálogo com a sociedade e amplo debate sobre o projeto’. Aliado a isso, levando em conta a declaração do prefeito de que o Executivo municipal há muito não patrocina a festa, o verde questionou o secretário de Trabalho, Esportes e Lazer, Alberto Pimentel (PSL), sobre a liberação e o pagamento das taxas de dois trios elétricos que desfilaram no último dia da folia este ano.

“O debate em torno da matéria nesta Casa ocorre desde 2016 e passou pelas devidas comissões [Constituição e Justiça e Orçamenmto e Fiscalização]. Além disso, o texto foi aprovado por 38 vereadores, que votaram sabendo o que estava sendo votado. Portanto, não entendo esse tipo de discurso que vem sendo propagado”, disparou, complementando que o líder do prefeito, vereador Paulo Magalhães Júnior (PV), era presidente da CCJ na época.

“Ainda, o secretário Pimentel que disponibilizou dois trios elétricos para o arrastão precisa explicar se os empresários pagaram as devidas taxas ou prevaricaram, já que a Quarta-Feira de Cinzas não faz parte do calendário oficial do Carnaval e não foi patrocinado pela Prefeitura, conforme atesta o gestor”, questionou.

Por fim, Carballal afirmou ainda que o discurso religioso é só o pano de fundo, pois também existe a necessidade de se estabelecer a ordem no bairro da Barra. “sem falar que essa cidade está abrindo mão de um dia útil, por conta, do interesse de alguns empresários carnavalescos”, arrematou. O projeto foi votado na última quarta-feira (11) e recebeu 38 votos a favor, 2 contra e 1 abstenção. O motivo seria a incompatibilidade com o início da quaresma, período que antecede a páscoa cristã. Prevê uma multa de R$ 500 mil em caso de descumprimento da determinação por artistas, grupos musicais ou quem organizar o arrastão. Segundo o texto, o dinheiro arrecadado servirá para conservar, recuperar e melhorar prédios religiosos do município.

Fernanda Chagas
Comentários