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10 de outubro de 2019 | 11:54

No Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher, Ireuda Silva defende educação como arma contra o machismo

salvador

Nesta quinta-feira (10) comemora-se o Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher, que, para a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara de Salvador, vereadora Ireuda Silva (Republicanos), é mais uma oportunidade para se discutir e promover a conscientização sobre o tema.

“O machismo começa e termina no homem, mas não é só o homem que é machista. A sociedade toda é, e por isso acabar com a violência é uma tarefa tão difícil. Além de se educar os homens desde a infância, as mulheres também precisam ter sempre em mente que denunciar, se autoafirmar e ser solidárias com outras mulheres é fundamental”, avalia a republicana, que propôs, por meio de um projeto de lei, o ensino da Lei Maria da Penha na rede pública municipal de educação de Salvador.

“O melhor remédio contra a violência é a educação. E é preciso dizer que não estamos falando apenas de agressões físicas, mas também psicológicas, violência sexual e outras práticas que tornam a vida da mulher extremamente difícil”, pontua.

Outro ponto considerado por Ireuda é a falta de equidade entre homens e mulheres, consequência do machismo e que também não deixa de ser um fator que influencia os casos de violência. “As mulheres ganham menos que os homens, têm menos acesso ao mercado de trabalho, a posições de destaque e a condições que a ajudem a ter independência financeira. Muitas vezes, mulheres hesitam em buscar ajuda contra maridos agressores pela insegurança em relação ao seu sustento material”, avalia.

De acordo com o IBGE, embora trabalhem em média três horas a mais por semana, as mulheres ainda ganham 76,5% da renda dos homens. “A distorção se torna ainda maior quando vemos que a porcentagem de mulheres com ensino superior é maior do que a de homens. Ou seja, fazemos muito para ter pouco retorno”, acrescenta Ireuda.

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