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Everaldo Anunciação transmitirá cargo para Éden Valadares apenas em janeiro 20 de outubro de 2019 | 20:39

Presidente do PT minimiza vitória de Éden e prevê que ele precisará de articulação

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Presidente estadual do PT e um dos responsáveis pela chapa derrotada nas eleições que escolheram esta noite Éden Valadares à sua sucessão, Everaldo Anunciação disse há pouco a este Política Livre que seu sucessor terá que ter capacidade de articular bem “a convivência, a governança” para que as decisões do partido a partir de agora possam ser tomadas com tranquilidade.

Ele se referia ao fato de, dos 26 membros com assento na executiva estadual do partido, a chapa de Éden ter eleito 14 e os grupos que se articularam sob a sua liderança e a do deputado federal Josia Gomes, 12, uma diferença de apenas dois votos, o que, em sua avaliação, mostra um equilíbrio das forças internas no PT que exigirá grande capacidade de liderança do novo presidente.

Para quem prometia se eleger com até 70% do diretório, Éden surpreendeu negativamente, ao ter sido escolhido com uma diferença muito pequena. Para Everaldo, o que importa, no entanto, é que sob sua direção o PT realizou, segundo ele, o maior PED (processo eleitoral interno) de sua história na Bahia, com a participação de mais de 300 municípios e mais de 30 mil filiados.

“Fizemos um Congresso com qualidade política e representação política na sua abertura – com a presença do governador Rui Costa, do vice-governador João Leão (PP), do PCdoB e do PSB, do senador Jaques Wagner e muito debate que envolveu estratégias e com civilidade, sem briga”, afirmou Everaldo, lembrando que o resultado foi a vitória de Éden, candidato de Wagner, que teve 39% dos votos no primeiro turno e se viabilizou com o apoio do deputado federal Valmir Assunção no segundo.

“O que mostra que mesmo Eden com o apoio do senador e da ampla maioria de prefeitos, deputados estaduais e federais, a base do PT reagiu votando conforme os seus interesses, o que resultou no equilíbrio da correlação de força interna no partido”, afirmou o presidente, numa referência ao fato de que, depois de tomar posse, em janeiro próximo, para realizar uma reunião, Éden terá que contar com o consentimento do seu grupo.

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