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O governo boliviano está a cargo de Jeanine Añez desde 12 de novembro 29 de novembro de 2019 | 21:00

Brasil convida governo interino da Bolívia para cúpula do Mercosul

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O Brasil convidou representantes do governo interino da Bolívia para a cúpula do Mercosul, que será realizada entre 4 e 5 de dezembro em Bento Gonçalves (RS).

O governo boliviano está a cargo de Jeanine Añez desde 12 de novembro, quando ela se autoproclamou presidente interina após Evo Morales ter renunciado e deixado o país rumo ao exílio no México.

De acordo com o embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva, secretário de Negociações Bilaterais e Regionais nas Américas, o Brasil enviou o convite a Añez por estar na presidência rotativa do Mercosul (bloco que também é formado por Argentina, Uruguai e Paraguai).

Ele disse, no entanto, que ainda não há informações se a presidente interina comparecerá ou se enviará um representante.

Evo renunciou em meio a pressões de manifestações populares e das Forças Armadas. Ele se diz vítima de um golpe de Estado.

O governo Jair Bolsonaro, no entanto, considera legítimo o processo que levou Añez ao poder. Após assumir, a presidente interina convocou novas eleições.

Existe divergência dentro do Mercosul sobre a situação da crise na Bolívia. O governo de centro-esquerda do Uruguai, por exemplo, também considera que Evo sofreu um golpe de Estado.

O embaixador Costa e Silva disse nesta sexta que os demais países-membros foram avisados do convite à Bolívia.

“Demos ciência aos nossos sócios de como iríamos proceder e chegamos a um entendimento sobre a melhor maneira”, declarou. Embora não seja um membro do Mercosul, a Bolívia é um estado associado e está em processo de adesão ao bloco.

O diplomata disse ainda que o Brasil não recebeu qualquer comunicado dos governos da Argentina e do Uruguai sobre a vinda a Bento Gonçalves de representantes dos novos presidentes eleitos, Alberto Fernández (Argentina) e Luis Lacalle Pou (Uruguai).

Outros representantes extra-Mercosul foram convidados para a cúpula e, até o momento, confirmaram presença os chanceleres do Chile e da Guiana.

O Uruguai, por sua vez, estará representado pela vice-presidente Lucía Topolansky, uma vez que o presidente Tabaré Vázquez está se tratando de um câncer e não poderá viajar por questões de saúde.

Folhapress
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