Foto: Divulgação/Arquivo
Genro de desembargadora teve prisão convertida em preventiva a pedido do MPF 29 de novembro de 2019 | 09:41

Faroeste: Laudo de jóia avaliada em mais de R$ 4 mi pode ter servido para ocultar patrimônio de genro de Socorro

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No documento em que transmutou a prisão do advogado Márcio Duarte Miranda para preventiva, o ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, se refere a afirmações do Ministério Público Federal de que o genro da desembargadora Maria do Socorro Santiago, presa hoje pela Operação Faroeste, atua “em várias frentes criminosas”, funcionando como criador dos provimentos judiciais que adquire.

Os investigadores alegam ter descoberto movimentação milionária de Miranda no valor de R$ 4,5 milhões, além da existência de cessão de créditos de R$ 112,5 milhões e um laudo pericial de pedra preciosa, com gema de 2,31 kg, com certificado de autenticidade, avaliada em US$ 970,2 mil, que pode estar em seu poder e servir para ocultar ativos do crime.

O Ministério Público Federal também assegura que, do valor movimentado pelo genro da desembargadora, R$ 1,350 mi não tem origem nem destino destacado, a “refletir sistema de blindagem patrimonial para lavar seus ativos criminosos”. Também afirmam que, apesar de ele gravitar em torno de empresas como a Agropecuária Rio Bonito, Ita Assessoria e Empreendimentos, M&V Patrimonial e Olympio Assessoria, só foram encontrados em suas contas bancárias para bloqueio R$ 181,35.

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