Foto: Divulgação/Arquivo
Deputado Bacelar, do Podemos, se lançará candidato no campo do governador Rui Costa neste sábado, dia 23 22 de novembro de 2019 | 08:56

Íntimo da política municipal, Bacelar pode ajudar a embolar jogo municipal em 2020

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A partir deste sábado, o grupo de partidos que fazem oposição a ACM Neto (DEM) ganha mais um pré-candidato à Prefeitura. Trata-se do deputado federal Bacelar, que terá seu nome lançado à sucessão municipal por seu partido, o Podemos, pela manhã, no Centro Cultural da Câmara de Salvador, no Centro, num ato com que seus organizadores pretendem deixar claro para o mundo político e a sociedade que sua postulação é para valer.

Antes de Bacelar, já se colocaram em Salvador como pré-candidatos – uma etapa anterior à formalização dos nomes que deve acontecer só ano que vem, em convenções – a deputada estadual Olívia Santana e o deputado federal Sargento Pastor Isidório, respectivamente, do PCdoB e do Avante, partidos da base do governador Rui Costa (PT), e Magno Lavigne, da Rede, legenda que não tem ligações com o campo governista nem com a base do prefeito.

A entrada em cena do parlamentar do Podemos na seara municipal gera expectativas porque, em tese, pode impor desafios tanto à base que se articula sob a liderança do PT quanto ao campo do prefeito, que deve lançar o nome do seu vice, Bruno Reis (DEM), até o final do ano. Embora esteja do lado do governo, Bacelar circula com desenvoltura em segmentos eleitorais que devem ser disputados tanto pelo grupo do prefeito quanto de seus adversários.

Não por acaso nos últimos discursos que fez justificando seu interesse na sucessão deixou clara sua vinculação com “a força que vem dos bairros populares”, buscando articular um contingente que tem sido fundamental em suas crescentes votações para a Câmara dos Deputados em Salvador, onde, no ano passado, foi o segundo parlamentar mais bem votado, com 55 mil votos, uma performance que dirigiu a atenção para ele do governo e da oposição.

À reconhecida intimidade de Bacelar com a política municipal, definida basicamente como a facilidade para produzir votos em campanhas em Salvador, é atribuída a influência considerada decisiva que exerceu para a primeira eleição à Prefeitura de ACM Neto (DEM), em 2012, com quem romperia no ano seguinte. Com a participação direta na disputa deste ano, a primeira de sua história, a dúvida até agora é saber a que lado afetará mais – se o do prefeito ou o do governador.

No campo do governo, em que o parlamentar atua, é sabido que, por mero cálculo eleitoral, estrategistas defendem que o número de candidaturas se limitasse a três – a de Olívia, a de Isidório e a do presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani, nome de um projeto em fase embrionária cujos idealizadores ainda não sabem se deve, para concorrer, se filiar ao PT ou a outro partido da base do governador.

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