30 de novembro de 2019 | 14:16

Keiko Fujimori, envolvida em escândalo da Odebrecht no Peru, sai da prisão

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Keiko Fujimori, líder da oposição ao governo do Peru e filha do ex-ditador Alberto Fujimori (1990-2000), saiu nesta sexta-feira (29) da prisão, após 13 meses detida por envolvimento no escândalo de subornos do grupo Odebrecht.

“Foi o evento mais doloroso da minha vida”, disse Keiko ao sair da prisão e abraçar seu marido, Mark Vito Villanella. O ítalo-americano Villanella realizava uma greve de fome há mais de duas semanas diante da prisão de Santa Mônica, ao sul de Lima, onde Keiko passou seus últimos 13 meses.
O Tribunal Constitucional do Peru aceitou nesta segunda (25) um recurso que pleiteava a libertação de Keiko Fujimori. Segundo o TC, a líder do partido Força Popular poderá permanecer em liberdade enquanto corre o processo.

Procuradores afirmam que Keiko liderou uma organização criminosa e recebeu US$ 1,2 milhão (R$ 5,07 milhões) em doação na forma de caixa dois para sua campanha à Presidência em 2011, quando foi derrotada por Ollanta Humala. Segundo a acusação, o dinheiro veio da construtora brasileira Odebrecht, que está no centro de um escândalo regional de corrupção.

O Peru é um dos países mais afetados pelo esquema da empreiteira brasileira, que admitiu ter pago ao menos US$ 29 milhões em subornos ao longo de três governos peruanos. Keiko, que nega as acusações, é filha do ex-presidente do Peru Alberto Fujimori, que está cumprindo uma sentença por crimes de direitos humanos e corrupção.

Sua saída da prisão acontece em um momento que o Peru se prepara para eleições legislativas em janeiro, depois que o presidente Martin Vizcarra dissolveu o Congresso em meio a uma batalha com parlamentares da oposição. O partido de Keiko tinha a maioria no Congresso antes de ele ser diluído.

Keiko foi presa em 31 de outubro em 2018 de forma preventiva -o juiz do caso considerou haver risco de obstrução de Justiça e de fuga, já que ela tem cidadania japonesa e americana, por ser casada com um americano.

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