Foto: Fernanda Chagas / Política Livre
Paulo Magalhães Jr. afirma estar tranquilo 06 de novembro de 2019 | 15:42

Magalhães Jr. nega ter conspirado contra ACM Neto e diz que fica na liderança

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Acusado de conspirar contra o prefeito ACM Neto (DEM), após o vazamento de um áudio atribuído à vereadora Lorena Brandão (PSC) dirigido ao líder dos motoristas por aplicativo na cidade, Átila Santana, defendendo que a categoria “vá para cima” dos vereadores para forçar a derrubada dos vetos do executivo ao projeto que regulamento o transporte por aplicativos, o líder do governo na Câmara, Paulo Magalhães Júnior (DEM), negou qualquer participação no episódio.

No áudio, Lorena diz claramente ter recebido de Magalhães a informação de que os vereadores haviam fechado um acordo para manter os vetos do prefeito ao projeto e incita os motoristas a agir. “Não vazei acordo de reunião algum. O que fiz, foi enquanto líder, avisar a uma colega, que está fora do país e é vice-líder, que haveria votação hoje, coisa que fiz e farei com qualquer vereador até mesmo da oposição”, frisou Magalhães, que chegou a ser acusado pela base e por colegas de oposição de conspirar contra o prefeito ACM Neto.

O líder do governo, no entanto, atestou que busca um consenso para que as rejeições sejam votadas hoje ainda, mesmo depois de o presidente da Câmara Municipal, Geraldo Jr. (SD), ter suspendido a sessão alegando que faltava um documento formal do executivo cobrando a apreciação dos vetos, exigência considerada inusitada pelos colegas, vista, na verdade, como uma desculpa para encerrar a confusão que se criou na Câmara.

Magalhães, no entanto, descartou qualquer possibilidade de perder o cargo de líder por ter atrapalhado uma votação de interesse máximo do executivo. “Não vazei áudio, não fiz nada de errado, repito e estou tranquilo. Não tenho temor algum em relação a isso”, declarou. O entendimento, na verdade, foi fechado durante a reunião do Colégio de Líderes, ontem, na qual os vereadores decidiram que votariam os vetos sem grande estardalhaço para evitar mais desgastes com a categoria dos motoristas de aplicativos.

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Fernanda Chagas
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