Foto: Instagram/Arquivo
Espaço decorado em SP por Sig Bergamin, nome que não sai da boca de corretores na Penha depois de suposta aquisição da casa por Socorro 03 de dezembro de 2019 | 11:00

Decorador das “estrelas” teria feito reforma em casa da Penha atribuída a Maria do Socorro

exclusivas

A despeito de ter sido a única dos magistrados afastados pela Faroeste a responder prontamente à imprensa quando a operação foi deflagrada, justificando seu patrimônio, a desembargadora Maria do Socorro, presa na última semana, sob a acusação de tentativa de obstrução de justiça, chegou à carceragem visivelmente fragilizada.

De acordo com relato de investigadores a advogados, ela nega ter cometido ilícitos no exercício da magistratura, vem tentando se manter firme, come pouco e fala menos ainda, mas já deu a entender que, se for preciso, não se negará a fazer um acordo de delação premiada, o que pode aliviar uma eventual condenação.

Além de Socorro, seu genro, o advogado Márcio Duarte Miranda, também se encontra preso, sob, entre outras acusações, a de funcionar como seu operador no esquema de grilagem de terras no Oeste da Bahia por meio de vendas de sentenças que a Faroeste apura.

Na decisão em que determinou a prisão preventiva da magistrada, o ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, responsável pela Faroeste, faz menção às alegações dos investigadores de que Socorro teria movimentado mais de R$ 17 milhões no período de seis anos, valor incompatível com sua renda de desembargadora.

Além das jóias valiosas – em seu poder foram encontrados três relógios da marca Rolex cuja autenticidade os investigadores não conseguiram atestar -, e dos cerca de R$ 100 mil em reais, dólares e Euros que ela mantinha em casa, chamou a atenção dos investigadores a relação de IPTUs de pelo menos sete imóveis que pertenceriam a ela.

Entre as propriedades, se encontra uma luxuosa casa na Penha, que teria sido supostamente adquirida pela desembargadora de uma família de sobrenome tradicional da Bahia logo após Socorro ter deixado a presidência do Tribunal de Justiça do Estado, em 2018, motivo porque não passou despercebida das autoridades.

Na época, o imóvel, que, segundo corretores, vinha sendo anunciado pelo menos três anos antes, estava em estado precário, mas ainda assim foi avaliado em cerca de R$ 2 milhões. Segundo se comenta na Penha, reduto na Ilha de Itaparica de milionários baianos, para reformá-lo, Socorro teria contratado o arquiteto paulista Sig Bergamin.

Conhecido internacionalmente pela mistura de cores e estilos e bastante festejado no high society paulistano, o decorador é um dos mais caros do país – corre, inclusive, a lenda, que não se sabe ser verdadeira, de que ele só aceita visitar clientes de fora do Estado de São Paulo por meio de uma caução média de R$ 100 mil.

Comentários