14 de janeiro de 2020 | 16:15

Dívida bruta flutuará e não ultrapassará 80% do PIB, diz secretário

economia

O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, destacou nesta terça-feira, 14, que a dívida bruta do governo geral não deverá ultrapassar o patamar de 80% do Produto Interno Bruto (PIB), como se previa anteriormente. De acordo com projeções do Tesouro Nacional divulgadas em dezembro, a dívida bruta deve atingir o pico em 2020, em 78,2% do PIB, passando a cair nos anos seguintes.

“Haverá uma flutuação, mas a dívida bruta não ultrapassará 80% do PIB”, afirmou Waldery. “Ainda assim, a dívida bruta ainda está longe do patamar de países com perfil similar ao Brasil”, ponderou.

O secretário voltou a dizer que o déficit primário do Governo Central deve ficar em torno de R$ 70 bilhões em 2019, bem abaixo da meta de rombo fiscal de R$ 139 bilhões. “Fecharemos o ano com déficit primário em torno de 1% do PIB, cerca da metade da estimativa de 1,9% do PIB do começo de 2019”, repetiu.

Waldery reiterou ainda que no começo de 2019 a expectativa era de um déficit nominal de 7% do PIB no ano passado, mas agora o número se aproxima de 5,9% do PIB. O resultado será divulgado no fim de janeiro.

“Temos nominal melhor, primário melhor e dívida bruta melhor”, avaliou o secretário. “O esforço primário para estabilizar a dívida bruta ficou menor. Ou seja, o esforço fiscal compensa e precisa continuar. Nem metade do esforço primário para equilibrar as contas públicas foi feito ainda”, completou.

Estadão
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