Foto: Veja
14 de fevereiro de 2020 | 18:41

Governo do Estado diz que policiais não agiram para intimidar jornalistas da “Veja”

interior

A Secretaria de Comunicação do Estado da Bahia (Secom) divulgou nota na noite desta sexta-feira (14) sobre a ação de policiais militares que terminou com dois repórteres da revista “Veja” na delegacia da Polícia Civil, em Pojuca. Os profissionais de imprensa estavam em frente à casa do fazendeiro Leandro Abreu Guimarães, testemunha-chave sobre as circunstâncias da morte do miliciano Adriano da Nóbrega, na tentativa de entrevistá-lo.

“A Secretaria de Comunicação Social do Estado da Bahia (Secom) esclarece que a ação da Polícia Militar (PMBA) envolvendo repórteres da revista Veja, nesta sexta-feira (14), não teve a intenção de impedir o livre exercício da profissão jornalística”, diz o texto divulgado pela pasta, acrescentando que “os jornalistas não foram detidos”. “A defesa incansável da liberdade de imprensa é prerrogativa inviolável e nossa prática diária”, acrescenta.

De acordo com reportagem no site da revista, os jornalistas tentavam entrevistar o fazendeiro, quando foram cercados por duas viaturas da Polícia Militar da Bahia. Mesmo após se identificaram, eles foram orientados a sair do carro, levantar as mãos e abrissem as pernas para serem revistados pelos policiais de armas em punho. “Como é que vocês descobriram esse endereço?”, teria perguntado várias vezes um dos soldados.

Guilherme Reis
Comentários