Foto: Marcos Corrêa/PR
O presidente Jair Bolsonaro (de costas) observa tela com outros líderes do G20 durante videoconferência 26 de março de 2020 | 18:15

Em reunião do G20, Bolsonaro fala em proteção de empregos e defende cloroquina

brasil

Em videoconferência com líderes do G20 sobre a resposta global ao novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro defendeu que o combate à pandemia venha acompanhado de medidas para estimular a economia.

Segundo relataram interlocutores à Folha, ele também disse que as ações de proteção à saúde da população precisam estar alinhadas a medidas de preservação de empregos.

A teleconferência, convocada pela Arábia Saudita, que detém a presidência temporária do grupo que reúne as 20 maiores economias do planeta, foi realizada na manhã desta quinta-feira (26).

De acordo com membros do governo que acompanham o tema, o presidente também utilizou o seu tempo de fala para destacar as pesquisas feitas com hidroxicloroquina —substância que apresentou efeitos promissores para o tratamento da Covid-19, mas cujos resultados não são conclusivos.

Em declarações recentes, o presidente tem defendido o uso do medicamento, hoje aplicado no tratamento de malária e lúpus. Nesta quarta-feira (25), em uma rede social, Bolsonaro escreveu que “o tratamento da Covid-19 a base de hidroxicloroquina e azitromicina tem se mostrado eficaz nos pacientes”.

Cada chefe de governo dispôs de três minutos para fazer as suas observações na teleconferência. Outros integrantes do G20 destacaram ainda que, durante a crise, é preciso manter os fluxos comerciais e preservar as cadeias de suprimento global.

Após a videoconferência, foi divulgado um comunicado conjunto, que trata o coronavírus como uma “pandemia sem precedentes”.

“O vírus não respeita fronteiras. O combate a esta pandemia exige uma resposta global com espírito de solidariedade, que seja transparente, robusta, coordenada, de larga escala e baseada na ciência. Estamos fortemente comprometidos a apresentar uma frente unida contra essa ameaça comum”, diz a declaração.

Os países também se comprometeram a “tomar todas as medidas de saúde necessárias e buscar garantir financiamento adequado para conter a pandemia e proteger as pessoas”; e a expandir a capacidade de produção para atender a demanda por suprimentos médicos, que deverão ser disponibilizados “a preço acessível de forma ampla e equitativa”.

No mesmo comunicado, os integrantes do G20 afirmaram que estão adotando “medidas imediatas e vigorosas” para apoiar as economias do mundo.

Eles também debateram iniciativas internacionais de apoio financeiro para o combate à Covid-19, mas eventuais aportes devem ser voluntários.

Folhapress
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