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Advogado eleitora, Ismerim diz que, num enfrentamento de crise, o prefeito pode se utilizar de todos os seus auxiliares e principalmente seu vice para auxiliá-lo nas tarefas mais difíceis 26 de março de 2020 | 13:08

Especialista em direito eleitoral diz que ação contra Bruno é “mera picunha política”

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O advogado e especialista em direito eleitoral Ademir Ismerim classificou hoje de “mera picuinha política” a ação proposta pelo PT em Salvador para tentar impedir que o vice-prefeito Bruno Reis (DEM) participe de ações sociais da Prefeitura, como a distribuição de cesta básica à população carente, para minorar a crise desencadeada na capital baiana pelo coronavírus.

O PT teme que Bruno se beneficie do programa de iniciativas da Prefeitura por ser pré-candidato a prefeito de Salvador. Segundo Ismerim, a ação não tem objeto porque só é possível formulá-la após a escolha do candidato em convenção e depois também do registro de sua candidatura. Ele disse que a citação ao caso de Alagoas é totalmente despropositada, porque lá a denúncia foi de improbidade.

“Enquanto aqui é de uma suposta denúncia eleitoral”, afirmou, destacando que, por este motivo, não há similaridade entre elas. “A tentativa de convencer o Judiciário de que o vice-prefeito está adistrito apenas à função de vice-prefeito ou mesmo secretário de sua pasta demonstra que o autor, por mera picuinha política, não está entendendo a gravidade da situação envolvendo a pandemia em Salvador, afirmou Ismerim.

Ele disse que, no enfrentamento de uma crise como esta, cuja dimensão não é possível prever, o prefeito pode se utilizar de todos os seus auxiliares, e ainda muito mais do seu vice, se este for de sua confiança plena, para lhe auxiliar nas tarefas que visa minorar o sofrimento do povo e a prevenção da situação.

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