Para Alcolumbre, nesse momento liderança séria, responsável e comprometida com a vida 25 de março de 2020 | 22:26

Panelaço volta a ecoar em Salvador contra o presidente Jair Bolsonaro em meio a muito mais polêmica

salvador

Nesta quinta feira (25), o panelaço voltou a ecoar em Salvador contra o presidente Jair Bolsinaro (sem partido), porém com uma repercussão muita mais elevada e atingindo bairros mais periféricos da capital como, Vasco da Gama, Castelo Branco, Fazenda Grande, Engenho Venho de Brotas e Curuzu, em que foi entoado um novo grito: “ Saia, Bolsonaro, seu desgraçado. É a favela aí, ó”, diz”, tamanha revolta, em que até mesmo a possibilidade de saída do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandeta chegou a ser cogitada.

Credita-se essa nova postura a nova polêmica que não soou bem e foi o assunto do dia, dentre outros declarações, a começar por ele ele ter dito que: “No meu caso particular, pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado pelo vírus, nada precisará me preocupar. Nada sentiria ou seria acometido de uma gripezinha ou resfriadinho, como disse aquele conhecido médico daquela TV e daquele médico”, em referência a Globo e a Draúzio Varela, não amenizou.

Por tabela, ele conclamou que todos voltassem a normalidade, menos os idosos, justificando que raros os casos fatais de pessoas com menos de quarenta anos de idade.

O seu discurso foi duramente criticado ate mesmo pelo presidente nacional do DEM, o prefeito ACM Neto nesta quarta-feira (25). que não negou ter ficado perplexo com o teor do pronunciamento feito em TV aberta.

“Confesso que fiquei duplamente perplexo. De um lado, como prefeito, do outro como cidadão. Considero que as declarações do presidente são lamentáveis e inaceitaveis. Nós temos feito um esforço absurdo, prefeitos, governadores de todo o Brasil, para adotar medidas de restrição no fluxo de pessoas nas ruas. Eu tenho apelado ao cidadão para ficar em casa. Nós sabemos o impacto que todas essas medidas têm na economia, quando você fecha um shopping, quando suspende as aulas, quando impõe restrições severas a restaurantes e bares. É claro que isso tudo tem impacto na cidade. Claro que isso pode significar emprego de muita gente, que isso vai impactar na arrecadação da prefeituras. Nós teremos meses, talvez anos muito difíceis pela frente. No entanto, eu disse que, se todo esse sacrifício tiver significado salvar a vida de uma pessoa, já terá valido a pena, imagina salvar milhares de pessoas em nossa cidade, em nosso país”, falou o prefeito em entrevista coletiva.

Em isolamento domiciliar, O presidente do Senado, David Alcolumbre, que contraiu o vírus, também considerou “grave” a postura de Bolsonaro. Para ele, suas declarações, infelizmente, vão na contramão das ações adotadas em outros países e sugeridas pela própria Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Na visão do professor de Direito da Fundação Getúlio Vargas, Michael Mohallem, existe uma crise institucional, com essa ruptura do presidente com lideranças do congresso e do judiciário, e com governadores.

Enquanto isso, na contramão à posição do seu líder , o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse que a posição do governo “é uma só”: o isolamento e o distanciamento social. Mourão concedeu entrevista sobre ações do Conselho Nacional da Amazônia Legal, nesta quarta-feira (25).

“A posição do nosso governo, por enquanto, é uma só: o isolamento e o distanciamento social”, afirmou Mourão. Para Mourão, “pode ser” que Bolsonaro “tenha se expressado de uma forma que não foi a melhor.

É fato, que neste momento grave, foi a voga, a saída do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandeta do cargo. Ele depois de horas de conversa com Bolsonaro negou, talvez teria voltado atrás até mesmo pelo trabalho técnico que tem exercido e não político. À população brasileira, sem dúvida, agradece!

Fernanda Chagas
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