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Bacelar 23 de maio de 2020 | 15:15

Coordenador da Frente Parlamentar pró-jogo diz que legalização pode tirar o país da crise causada pelo Covid-19

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O coordenador da Frente Parlamentar Mista Pela Aprovação do Marco Regulatório dos Jogos, deputado Bacelar (Podemos/BA), afirmou neste sábado, que a liberação de cassinos em resorts, defendida pelos ministros Paulo Guedes (Economia) e Marcelo Álvaro (Turismo), durante a reunião ministerial do dia 22 de abril, não é o melhor modelo pra o Brasil. Na avaliação de Bacelar, a proposta poderá criar o monopólio do jogo privado no Brasil, com a liberação apenas dessa modalidade de jogos de azar.

“Além disso, se legalizar apenas os cassinos-resorts integrados vamos entregar o setor as grandes corporações norte-americanas, que têm interesse na implantação de empreendimentos apenas no Rio de Janeiro e São Paulo” disse.

O parlamentar defende a legalização de todas as modalidades de jogos de azar, incluindo jogo do bicho, para tirar o país da crise e reativar a economia principalmente no período pós pandemia do Covid-19. Ele afirma que o potencial do mercado de apostas do Brasil é de R$ 60 bilhões, podendo gerar uma receita de R$ 20 bilhões em tributos. “Esse valor é anual. Os jogos têm um potencial extremamente alto, ao contrário dos cassinos-resorts, que demorariam entre três e quatro anos para começar a trazer lucros para o país. Ou seja, estamos perdendo arrecadação” lembrou.

Outro ponto favorável à liberação dos jogos, segundo Bacelar, é a geração de empregos. Estima-se que, enquanto 10 cassinos-resorts empreguem 20 mil funcionários, todas as modalidades geram 650 mil empregos diretos e 600 mil indiretos. A expectativa é que, se aprovado o Marco Regulatório dos Jogos (PL 442/91), esse número seja ainda maior. “Podemos ter mais de 1,3 milhões de novos postos de trabalho. O setor pode incentivar ainda o turismo, automaticamente, gerando mais empregos como taxistas, garçons, camareiras, artistas etc” finalizou.

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