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Prefeitura de Abaíra constrói quiosques e banheiros a cerca de 50 centímetros de distância das residências 13 de outubro de 2020 | 21:35

Abaíra: Prefeitura constrói banheiro à frente de residências e impede circulação de moradores

interior

O prefeito de Abaíra, Edval Luz Silva, conhecido como Diga, está construindo quiosques e banheiros a cerca de 50 centímetros de distância das portas das casas das pessoas. Com o argumento de que pretende promover o desenvolvimento do comércio local, o candidato à reeleição pelo partido Democratas (DEM) tenta impedir o direito de ir e vir do cidadão abairense.

Para o vendedor Leones Silva Miranda, um dos prejudicados pela iniciativa do atual gestor, a sensação é de humilhação. “Quando a obra começou, não sabíamos, ao certo, do que se tratava. Para ter certeza, então, fui perguntar ao próprio prefeito. Ele veio ao local e confirmou que era a construção de um quiosque e um banheiro, a menos de meio metro da nossa casa, tapando-a completamente, o que desvaloriza completamente o imóvel. Explicamos a ele que isso nos causaria muito prejuízo, mas, apesar de nos prometer uma solução, não fez nada. Quando insisti, foi grosseiro e disse que não poderia mudar coisa nenhuma. Deixou minhas tias e meu pai frustrados, pois são todos moradores da zona rural e este é o único imóvel da família na cidade. Tínhamos planos de ampliar, construir um galpão em cima, mas a obra dele tirou essa possibilidade da gente. Eu, que tive contato com Edval, me senti humilhado com as palavras dele tentando me enrolar”, conta.

Indignada com a situação, a vereadora Ana Lúcia Souza (PSB) apresentou representação junto ao Ministério Público para apurar a construção irregular do quiosque e banheiro público frente às residências dos imóveis da viela que faz conexão entre a Rua Francisco Borges e Rua Dr. Otávio Rocha. Na ação, a edil destaca os artigos 1.277, 1.299 e 1.311 do Código Civil Brasileiro, que tratam da Proteção ao Direito de Vizinhança.

“É uma insanidade você fazer esse tipo de construção em frente à residência de qualquer pessoa. Se o morador comprar um sofá, não entra com ele em casa. E ainda tem a questão de tratar dinheiro público como brincadeira. Mais uma vez, Abaíra entrando para o anedotário nacional”, lamenta Ana Lúcia.

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