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Sempre atento à renovação, ACM Neto não esconde estímulo a novos quadros, como Duda Sanches 19 de novembro de 2020 | 12:04

Apoio de Geraldo Jr. a Magalhães para líder exclui colegas e necessidade de renovação, dizem vereadores

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Nomes lembrados para a liderança do futuro governo Bruno Reis (MDB) na Câmara se surpreenderam com a defesa da recondução ao posto do colega Paulo Magalhães Jr. (DEM), feita ontem pelo presidente Geraldo Jr. (MDB).

Dois deles procuraram este Política Livre, com a condição de não terem seus nomes revelados, para dizer que, ao ter tomado a iniciativa, o presidente da Câmara se antecipou em muito ao curso natural do processo.

O que eles definem como processo seria, primeiro, o início da nova legislatura, mas, fundamentalmente, uma decisão soberana do prefeito eleito sobre o nome que julga mais adequado para liderar seu governo na Casa.

Portanto, dizem, além de ter parecido um atropelo a Bruno, teria sido uma descortesia do presidente em relação aos demais nomes que, na nota que ele distribuiu à imprensa ontem à noite, sequer foram citados.

Mas há um outro ponto que ambos fizeram questão de frisar. Antes de se preocupar com a indicação do novo líder do governo, Geraldo Jr. deveria focar na própria reeleição à presidência do Legislativo municipal.

Os dois dão a entender que, apesar do que prega o presidente, inclusive, aos novatos, sua reeleição para o comando do Legislativo não está fechada. Eles também dizem que não têm nada contra a eventual indicação de Magalhães.

Fazem a ressalva, no entanto, de que, com a mudança de prefeito, embora o governo seja de continuidade, a Câmara também deveria começar a respirar novos ares, dando oportunidade e espaço para novos quadros.

Neste ponto, citam dois vereadores em relação aos quais, segundo eles, o governo não pode fechar os olhos. Um é o republicano Luiz Carlos, o mais votado à Câmara nestas eleições, que superou, inclusive, a votação do presidente.

O outro é Ricardo Almeida (PSC), como o primeiro, igualmente pertencente à bancada evangélica. Como o grupo emergiu nestas eleições como um dos mais fortes na Casa, não toparia abrir mão da presidência e da liderança.

Outros nomes que também circulam como prováveis interessados na disputa são os de Kiki Bispo (DEM), dos mais ligados a Bruno, e o de Duda Sanches, considerado uma liderança ascendente no DEM.

Sanches é bastante festejado pelo prefeito ACM Neto (DEM), que, muito atento à necessidade de renovação na sigla, o escolheu para presidente do partido em Salvador e tem defendido mais espaço para o vereador na cena municipal.

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