Foto: Divulgação/Arquivo
O presidente da Câmara Municipal, Geraldo Jr., que articula para escolher o líder do novo governo na Casa 20 de novembro de 2020 | 19:44

Dobradinha de Geraldo Jr. com Paulo Magalhães Jr. meteu Prefeitura em algumas enrascadas, dizem vereadores

exclusivas

Adversários da dobradinha do presidente da Câmara de Salvador, Geraldo Jr. (MDB), com o vereador Paulo Magalhães Jr. (DEM) para a liderança do governo na Casa fazem questão de relembrar da enrascada em que os dois quase enfiam o prefeito ACM Neto (DEM) no episódio do aprovação do pacote fiscal para enfrentar a pandemia.

Independente, o vereador Edvaldo Brito (PSD), tributarista de renome nacional, havia apresentado uma proposta que, apesar de elogiadíssima no conteúdo, não podia ter ido à frente na Casa por versar sobre renúncia fiscal, portanto, arrecadação, prerrogativa exclusiva do executivo.

Mesmo assim, com a benevolência de Magalhães, e apesar dos alertas em contrário, Geraldo Jr. deu curso à votação da matéria, que passou por todas as instâncias internas da Câmara até ter sido finalmente rejeitada em plenário, depois de um grande esforço da bancada governista para impedir sua aprovação.

Ao final, o prefeito ACM Neto (DEM) elaborou e enviou ao Legislativo seu próprio pacote fiscal, o qual a Câmara aprovou à unanimidade, mas o desgaste provocado tanto na bancada governista quanto no chefe do executivo por causa do movimento em torno do projeto de Edvaldo executada por Geraldo Jr. não foi esquecida no Thomé de Souza.

Aliás, dizem as mesmas fontes, não foram as únicas cascas de banana que a dupla jogou na direção da Prefeitura. A lembrança advém, naturalmente, do fato de Geraldo Jr. ter passado a fazer campanha pela escolha de Magalhães para líder do futuro governo Bruno Reis (DEM) na Câmara, cargo cobiçado por pelo menos mais quatro vereadores.

Comentários