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Governador Rui Costa virou alvo dos aliados por causa da campanha, principalmente, em Salvador 18 de novembro de 2020 | 10:14

Rui é traído, apanha de aliados e promete agir, mas fica tudo por isso mesmo, reclama base

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Há pressão na base do governo para que o governador Rui Costa (PT) decida a situação dos aliados que o abandonaram nas eleições municipais em Salvador ou protestaram ruidosamente contra o seu comportamento na campanha.

As referências mais fortes são a Félix Mendonça Jr., cacique do PDT, que foi dos primeiros a apoiar a candidatura do vencedor Bruno Reis (DEM) à Prefeitura, e a José Carlos Araújo, que também fez o mesmo no início da campanha.

O primeiro detém a secretaria de Agricultura, enquanto o filho do segundo comanda a Prodeb. Mas também não estão sendo esquecidos outros quadros governistas.

O deputado estadual Roberto Carlos, com influência no Ibametro, que apoiou tanto Bruno quanto outros candidatos de oposição no interior, o senador Angelo Coronel (PSD) e a deputada Olívia Santana (PCdoB) aparecem na lista.

Articulador da candidatura do pastor Sargento Isidório (Avante) em Salvador, na vice de quem colocou a mulher, Eleusa, Coronel saiu cuspindo fogo contra o governador depois que “O Doido” ficou em terceiro lugar na disputa.

Já Olívia, cujo PCdoB tem pelo menos duas secretarias, não poupou críticas ao governador depois da eleição e, na campanha, bateu duro em sua escolha para candidata a prefeita, a major Denice Santiago, que Rui filiou ao PT.

O destino das posições ocupadas por Félix e Araújo o governador prometia, inicialmente, decidir em setembro, mas foi empurrando com a barriga, apresentando a cada dias novas justificativas para não mudar e… ficou no mesmo lugar.

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