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O vereador Téo Senna (PSDB) 22 de fevereiro de 2021 | 19:00

‘Governo do Estado coleciona empréstimos e tem déficit de transparência’, critica Téo Senna

salvador

Em meio a sucessivos pedidos de empréstimos à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) por parte do governador Rui Costa (PT), o vereador Téo Senna (PSDB) teceu duras críticas ao gestor estadual por falta de transparência e pelo descontrole nas contas públicas.

“Impressiona que no último dia 18, o governador pediu autorização para contrair um empréstimo de R$ 1,5 bilhão com o Banco do Brasil e, amanhã (23), está previsto para votação na Casa legislativa estadual mais um pedido de empréstimos na ordem de R$ 500 milhões para a Embasa, sem discussão e sem esclarecimentos. Este é um governo que coleciona empréstimos e tem déficit de transparência. Um verdadeiro desgoverno com as contas públicas”, criticou Senna.

“Bom lembrar que há pouco tempo o governo do Estado autorizou à Embasa contrair um empréstimo de R$ 260 e, até agora, não vimos para onde foi esse dinheiro”, disse o vereador, que criticou o silêncio dos seus colegas petistas. “Os petistas que, durante toda a sua história, criticaram as privatizações, agora, querem privatizar a Embasa. Tudo isso acontecendo e a oposição dessa Casa finge que não vê, se cala e não se movimenta para impedir os absurdos cometidos pelo governador. Para onde vai esse dinheiro? E o direito à água que os petistas tanto falam por mais de 20 anos?”, questionou o Téo Senna.

Empréstimos

O governador Rui Costa já contraiu nove empréstimos junto a diversas instituições financeiras, nacionais e internacionais, somando R$ 6,703 bilhões em rombos aos cofres públicos.

“É empréstimo atrás de empréstimo e o caos das contas públicas estaduais só se agrava. A gestão estadual tem gastos desenfreados e sequer sabemos o que foi feito, ou se foi feito, devido à falta de transparência, além de obras que custam para a Bahia dez vezes mais do que em qualquer outro lugar do mundo”, disse Senna.

Desde 2017, relatório do Tesouro Nacional mostra que a Bahia vem recebendo nota C na sua Capacidade de Pagamento (Capag), o que significa um risco elevado de não honrar suas dívidas.

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