Foto: Alan Santos/PR
Jair Bolsonaro 07 de abril de 2021 | 12:10

Bolsonaro ataca PT e diz estar se lixando para 2022

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quarta-feira (7) em Chapecó (SC) que não está preocupado com as eleições de 2022, na qual deve disputar a reeleição, e voltou a criticar o PT ao defender medidas sem eficácia contra a Covid-19.

“Estou me lixando para 2022, vai ter uma pancada de candidatos”, afirmou, ao ressaltar que não tomará medidas mais duras de isolamento social para conter a pandemia, como recomendado por autoridades.

A declaração do presidente ocorre no momento em que tem como principal rival o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e em meio a uma articulação para 2022 que inclui líderes de centro, centro-esquerda e antigos apoiadores em 2018, como o governador paulista João Doria (PSDB).

A visita a Chapecó ocorreu para enaltecer o tratamento precoce contra a Covid-19 implantado pelo prefeito local, João Rodrigues (PSD).

O prefeito de Chapecó tem utilizado informações distorcidas ao afirmar que a cidade está com os números da pandemia em queda e volume de internações por Covid-19 “próximo de zero”. Ele atribuiu a redução à implantação de medidas como a indicação de “tratamento precoce” contra a doença, entre outras.

Em seu discurso na cidade, ao defender as decisões que tomou durante a pandemia, Bolsonaro questionou aos presentes como estaria o Brasil caso seu oponente no segundo turno das eleições de 2018, Fernando Haddad (PT), estivesse atualmente em seu lugar.

“Imaginem os senhores se aqui neste local estivesse o Haddad do PT? Como estaria o Brasil? Olhe outros países onde a esquerda fala mais alto, país aqui da América do Sul, como está a população lá. Cidade onde mais fechou no Brasil é onde mais morre gente por milhão de habitantes”, declarou.

Bolsonaro disse que, desde que assumiu a Presidência, não há corrupção no governo federal. “É obrigação nossa, mas não era assim”.

Bolsonaro citou a palavra “liberdade” em vários momentos do discurso para criticar medidas de contenção ao novo coronavírus e para defender que os médicos possam prescrever medicamentos sem eficácia contra a Covid-19.

“Quem abre mão de um milímetro de liberdade para ter segurança corre o risco no futuro de não ter segurança nem liberdade”.

Katna Baran e Hygino Vasconcellos/Folhapress
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