Foto: Valter Pontes/Secom PMS
O prefeito Bruno Reis (DEM) 07 de abril de 2021 | 20:00

Bruno Reis defende compra de vacinas por empresas após imunização de 50% da população pelo SUS

salvador

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), defendeu nesta quarta-feira, 7, a possibilidade de compra de vacinas contra a Covid-19 pela iniciativa privada, desde que pelo menos metade da população seja imunizada antes pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Acho que podem comprar, desde que doem antes para o PNI [Programa Nacional de Imunizações] imunizar 50% da população. A partir daí, podem adquirir para vacinar seus colaboradores. Se a gente for disputar hoje [com a iniciativa privada], é impossível concorrer. Para comprarmos uma vacina, tem um trâmite, formalidades. O setor privado faz uma TED enquanto estiver falando ao telefone, por não estar preso a essas questões. Na prática, isso ia permitir o acesso apenas aos mais ricos”, declarou o gestor municipal, em coletiva.

O texto-base do projeto que autoriza a aquisição dos imunizantes por empresas para vacinar seus funcionários foi aprovado na terça-feira, 6, pela Câmara dos Deputados. A análise da proposta segue nesta quarta.

O projeto em tramitação na Câmara possibilita às empresas escolher uma das alternativas: doar integralmente as doses adquiridas ao Sistema Único de Saúde (SUS) para uso pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI); ou aplicá-las exclusivamente nos seus empregados de forma gratuita, doando a mesma quantidade utilizada ao SUS.

Em Brasília na última terça, o prefeito informou que a atual previsão do Ministério da Saúde é distribuir 30,5 milhões de doses em abril para o país. “O ministro assegurou que a gente terá 30,5 milhões de doses para abril, muito confiante na produção própria. Estamos falando de 1 milhão de doses por dia. Esperamos que o ministério possa cumprir”, disse.

Ainda no encontro com o ministro Marcelo Queiroga, Bruno afirmou que voltou a discutir aplicação da vacina para trabalhadores da Educação. “Ele me disse que esta semana sairá uma instrução normativa com outros públicos prioritários. Chamei atenção para a importância também de incluir os trabalhadores do transporte público e da limpeza. Ele ficou de avaliar com a equipe”, declarou.

O prefeito acrescentou que ainda não há previsão para começar a vacinar os idosos a partir de 61 anos na capital, por causa do atual estoque. Segundo o chefe do Palácio Thomé de Souza, há cerca de 50 mil idosos com 60 e 61 anos na cidade.

Passados os primeiros dias da reabertura das atividades econômicas, a cidade amanheceu com oito pacientes diagnosticados com Covid-19 à espera de um leito, informou o prefeito. “Às 14 horas ninguém mais aguardava. Todos estavam regulados ou em deslocamento. Nenhuma capital tem hoje uma situação como a nossa. Tivemos a coragem de tomar as decisões corretas na hora certa, mesmo com a pressão e resistência de alguns segmentos. E também tivemos a coragem de reabrir. O esforço feito ao longo de um mês permitiu ter os atuais números”, afirmou.

As informações são do jornal A Tarde.

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