Foto: Sebastian Castaneda/Reuters/Folhapress
A candidata conservadora peruana Keiko Fujimori 19 de julho de 2021 | 20:46

Keiko Fujimori diz que ‘vai reconhecer’ derrota para Castillo no Peru

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Mais de 40 dias depois da votação para o segundo turno, a candidata de direita Keiko Fujimori disse, nesta segunda-feira (19), que “vai reconhecer o resultado” da eleição no Peru, depois que for proclamado pelo tribunal eleitoral.

O júri, após avaliar todas os pedidos de impugnação e apelações do Força Popular, partido de Fujimori, deve declarar vencedor do pleito o esquerdista Pedro Castillo.

“Anuncio que, cumprindo meus compromissos assumidos com todos os peruanos, com [o escritor] Mario Vargas Llosa, com a comunidade internacional, vou reconhecer os resultados porque é o que manda a lei e a Constituição que jurei defender”, disse, num pronunciamento.

E acrescentou: “A verdade terminará de sair à luz de todas as maneiras e vamos trabalhar juntos para que se reestabeleça a legitimidade de nosso país. O que nos cabe agora é enfrentar unidos uma nova etapa que será muito difícil, porque o comunismo não chega ao poder para soltá-lo, é por isso que queremos impor uma nova Constituição”, afirmou Fujimori, fazendo uma referência ao fato de Castillo ter prometido, em campanha, que convocará um referendo para formar uma nova Assembleia Nacional.

Esta é a terceira derrota consecutiva de Fujimori, que é investigada por corrupção, na tentativa de chegar à Presidência. Ela buscou seguir os passos do pai, o autocrata Alberto Fujimori (1990-2000), nos dois pleitos anteriores, conta Ollanta Humala (2010) e contra Pedro Pablo Kuczynski (2016).

A diferença entre ambos neste último pleito foi de pouco mais de 44 mil votos.

No final da tarde, o tribunal nacional de eleições afirmou, via redes sociais, que estava redigindo a ata de proclamação do presidente eleito. “Depois de o JNE declarar por unanimidade a improcedência das 5 apelações apresentadas pelo Força Popular, se procederá a elaboração da ata de proclamação dos resultados gerais”, afirmou o órgão.

A equipe de Fujimori havia apresentado, três dias depois da votação, pedidos de impugnação de mesas em que sugeria que teriam ocorrido irregularidades.

A posse do presidente eleito ocorre em 28 de julho, data do bicentenário da independência do Peru. No atual mandato, quatro mandatários ocuparam o cargo. Além de PPK, que renunciou em meio a um processo de afastamento, estiveram no posto Martín Vizcarra, Manuel Merido de Lama e o atual presidente, Francisco Sagasti.

Sylvia Colombo/Folhapress
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