Foto: Divulgação/Arquivo
"Desaparecimento" de Wagner no Senado tem desapontado petistas que votaram no ex-governador da Bahia 20 de julho de 2021 | 11:33

Posição em relação a CPI e Mendonça consagra mandato ultra-low profile de Wagner e decepciona petistas

exclusivas

Petistas que acompanham o mandato do senador Jaques Wagner (PT) têm se manifestado surpreendidos com seu silêncio cada vez mais obsequioso no Senado da República.

Eles acharam particularmente estranho o fato de ele permanecer até agora indefinido em relação à indicação do AGU André Mendonça para o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Alegam que, com a “ficha corrida” de André, cujo “perfil teocrático” foi denunciado em carta aberta por oito entidades jurídicas dirigida aos senadores, não faz sentido que até agora Wagner não tenha chegado a uma conclusão sobre como se posicionará.

Citam ainda o mesmo documento para se referir ao fato de Mendonça ter usado a Lei de Segurança Nacional para denunciar críticos do governo Jair Bolsonaro, entre os quais jornalistas, quando era ministro da Justiça.

E lamentam que Wagner tenha, inclusive, criticado a criação da CPI da Covid, hoje o verdadeiro calcanhar de Aquiles do presidente da República, responsável pela descoberta de uma suposta rede de corrupção no Ministério da Saúde e pelo aumento da impopularidade de Bolsonaro.

Como se não bastasse, o senador eleito pelo PT da Bahia jamais compareceu ao colegiado para fazer uma pergunta sequer. ‘Não dá mais para esconder que isso é deliberado’, diz um membro do governo a este Política Livre.

Alguns mais críticos afirmam não querer acreditar que, por trás do perfil ultra-low profile que Wagner adotou no Senado, esteja sua aproximação com o colega Flávio Bolsonaro, filho do presidente da República.

Política Livre
Comentários