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Senador Otto Alencar (PSD) 15 de setembro de 2021 | 15:18

Otto diz que CPI da Covid pode apontar sete tipos penais contra governo em relatório

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O senador Otto Alencar (PSD) apontou, durante entrevista coletiva realizada na tarde desta quarta-feira (15), no Senado Federal, que a CPI da Covid deve ser concluída até o final deste mês de setembro e que pelo menos sete tipos penais podem ser apontados contra a gestão do governo federal no enfrentamento à pandemia. “A CPI não deve ser prorrogada, pois já temos elementos de provas, de e-mails, de gravações, de vídeos, de declarações que certamente vão levar à denúncia por crime de ação e de omissão, de mentira, de corrupção, de improbidade administrativa, de tráfico de influência, de desvio de recursos dentro do Ministério da Saúde”, disse o senador baiano após questionamento de jornalista.

Otto ainda informou que o relatório deve ser votado no dia 24 de setembro. “Essa é a proposta nossa, mas pode ser que surja algum fato novo, pois na CPI a todo momento está surgindo um elemento novo nessa trama grande de corrupção que tem o Governo Bolsonaro no Ministério da Saúde”, pontuou o pessedista. Segundo Otto, está envolvido o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o ex-secretário-executivo do ministério, Elcio Franco, o ex-diretor de Logística, Roberto Dias, e “tantas pessoas que trabalharam ali na compra de vacinas de forma incorreta, e agora nessa questão do teste de Covid”, disse Otto, durante a entrevista.

Nesta quarta-feira, a CPI ouviu Marconny de Faria, suspeito de fazer lobby no Ministério da Saúde para favorecer empresas como a Precisa Medicamentos. “Foi a pessoa que mais procurou fazer lobby. Ele mesmo diz, no depoimento dele, que ele foi contratado para fazer política no Ministério da Saúde, para vender os testes de Covid. Ou seja, é quase que um réu confesso, e o silêncio dele é comprometedor”, disse o senador baiano.

Otto ainda disse que o relator da CPI poderia pedir a prisão do suposto lobista. “Ele já fez ali [no depoimento] algumas declarações que não são condizentes e, certamente, até o final pode ser que aconteça que o relator venha a pedir a sua prisão, porque ele pode ficar calado, a lei dá o direito de ficar calado, mas não dá o direito de mentir”, disse Otto Alencar. Marconny de Faria negou a atuação como lobista.

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Davi Lemos
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