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Ex-vereador de Salvador, Pedro Godinho 13 de outubro de 2021 | 18:19

Houve 34,1% de queda de gravidez na adolescência na Bahia em 20 anos, diz Godinho

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A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) apontou queda de 34,1% nos índices de gravidez de adolescentes na Bahia, nos últimos 20 anos. Os dados são de levantamento feito no DataSUS/Sinasc, que indicam que, a cada dia, ocorrem cerca de 1.150 nascimentos de filhos de adolescentes em todo Brasil, o que ainda é visto como número alto pelos profissionais da obstetrícia do Brasil.

“Esse levantamento [referente à Bahia] foi feito por mim por meio de estudos e pesquisas da Dra. Denise Leite Maia Monteiro, secretária da Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Infanto Puberal da Febrasgo, que mostram que o número de nascidos vivos e a taxa de fecundidade por idade específica de meninas de 15 a 19 anos entre os anos 2000 e 2019 reduziram”, apontou o advogado e ex-vereador de Salvador, Pedro Godinho. O ex-parlamentar tem atuação destacada na promoção do planejamento familiar.

Ele aponta que, no primeiro ano observado na pesquisa de Denise Monteiro, a gestação infantil atingiu 77,4 meninas em cada mil. Em 2019, esse índice caiu para 51 meninas em cada mil. Ainda de acordo com os dados de Denise Monteiro, houve uma redução média no Brasil na ordem de 40,7% de nascimentos vivos de mães adolescentes, porém, em cada estado, apresentou uma realidade distinta, variando de 17,4% no Maranhão a 56,1% no Distrito Federal.

Os nascidos vivos de mães adolescentes no Sudeste e Sul representam as menores taxas no país, o que demonstra, segundo Godinho, tendência inversamente proporcional ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). “O Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística (IBGE) nos mostra que as regiões Sul e Sudeste apresentam o maior IDH do País. Apesar de importante evolução, o cenário da gestação adolescente continua preocupante”, salienta Godinho que, nas últimas eleições municipais, foi candidato a vereador pelo DEM.

A médica Denise Monteiro explica, na pesquisa citada por Godinho, que a gravidez na adolescência está associada à evasão escolar, maior perpetuação da pobreza que gera impactos pessoais, sociais e econômicos. “Outro agravante é que, na esfera da saúde, acarreta  inúmeras consequências para a adolescente e o recém-nascido, pois existe o alto risco de adquirir uma eclampsia, endometrite puerperal, infecções sistêmica e prematuras, segundo a OMS”, diz Godinho.

Davi Lemos
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