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Modonezi foi designado pelo Prefeito de São Paulo para presidir uma Comissão Especial para Organização do Carnaval de Rua de 2022 ainda em julho, 8 meses antes da festa 24 de novembro de 2021 | 19:45

Tinoco se reúne com secretário que coordena Carnaval em São Paulo e discute protocolos da festa

salvador

Em São Paulo nesta quarta-feira (24), o vereador Claudio Tinoco (Democratas) discutiu os protocolos para realização do Carnaval de 2022 na capital paulista. Tinoco é presidente da Comissão Especial de Acompanhamento da Retomada dos Eventos em Salvador, que já realizou três audiências públicas para debater a realização do Carnaval em 2022, e se reuniu hoje com o secretário municipal das subprefeituras de São Paulo, Alexandre Modonezi, que desde julho deste ano coordena a organização da festa de rua do município, que já recebeu a inscrição de 867 blocos e espera 2 milhões de pessoas por dia, totalizando 15 milhões de foliões aguardados pela Prefeitura Municipal.

Modonezi foi designado pelo Prefeito de São Paulo para presidir uma Comissão Especial para Organização do Carnaval de Rua de 2022 ainda em julho, 8 meses antes da festa. O decreto ressalta que a comissão interna de organização da festa é de extrema importância, tendo em vista que o evento demanda planejamento prévio e preparatórios com antecedência razoável. Ainda em agosto deste ano, Modonezi participou de um Webinar promovido pelo vereador Claudio Tinoco para debater a realização do Carnaval no Brasil. Além dele, representações do Rio de Janeiro e de Pernambuco também estiveram presentes.

Em São Paulo, a realização do Carnaval está condicionada à autorização dos órgãos municipais de Saúde e a condicionante de que a cidade esteja com mais de 70% da população adulta já vacinada contra a Covid-19.

“Nossa reunião com o secretário Modonezi foi muito proveitosa e será de grande valia para, junto com a Comissão Especial de Acompanhamento da Retomada dos Eventos, na próxima segunda-feira às 10h, na Câmara, debatermos os encaminhamentos que serão enviados à Prefeitura e ao Governo, já também com as conclusões da audiência que realizamos na última terça”, explicou Tinoco.

Coordenada pelo secretário municipal de Subprefeituras, Alexandre Modonezi, a comissão é composta também pelas pastas de Cultura, Segurança urbana, Mobilidade e transportes, Saúde, Vigilância em saúde e Gabinete do prefeito. Dentre as atribuições estão o planejamento do evento, atos preparatórios necessários para realização da festa, propor a expedição de normas, além de acompanhar a execução do Carnaval.

“A ansiedade das pessoas em sair cresceu. Está todo mundo na rua e creio que as pessoas vão de qualquer jeito para a rua no Carnaval. Esse planejamento antecipado é fundamental para garantir a melhor organização do evento e oferecer maior conforto e segurança para as pessoas, inclusive sanitária”, disse Modonezi.

O Carnaval de São Paulo acontece em todas as 32 regiões administrativas da cidade. São 650 trajetos ocupados pelos foliões, sendo 10 deles mega-polos (grandes trajetos). Além do Carnaval, a prefeitura realizará pré e pós-Carnaval, esperando 15 milhões de foliões. Serão oito dias de festa, sendo 2 dias de pré-Carnaval, 4 dias de Carnaval e 2 dias de pós-Carnaval.

Até 5 de novembro 867 blocos já haviam se inscrito na Prefeitura de São Paulo. Neste momento, está sendo realizada a validação das inscrições e a primeira etapa da programação, com aproximadamente 300 blocos, já será publicada até o próximo sábado (27). A previsão é que toda a programação do Carnaval de rua seja publicada até o final de dezembro.

“Grandes eventos como a Fórmula 1 e o futebol já estão ocorrendo, a visitação na árvore de Natal reúne 100 mil pessoas a cada dois dias, vai ocorrer o Réveillon na Avenida Paulista e a festa de aniversário da cidade em 25 de janeiro, todos servem como testes para a gente acompanhar a viabilidade da realização do Carnaval de uma forma segura”, afirmou Modonezi.

Indicadores

A Prefeitura de São Paulo está tendo como base o monitoramento dos indicadores de internação hospitalar, número de óbitos e vacinação, sendo que todos eles apresentam quedas significativas das taxas nos últimos meses. A cidade tem apenas aproximadamente 100 pessoas internadas, está há seis dias sem óbitos e já vacinou 99,9% da população com mais de 18 anos, sendo a cidade com maior taxa de vacinação no mundo, com público alvo total de 12,5 milhões de pessoas. A prefeitura mantém 600 postos de vacinação, iniciou a vacinação de crianças e adolescentes entre 12 e 17 nas escolas da rede municipal e realiza a busca ativa, em parceria com organizações sociais.

Nesse cenário de queda das taxas e controle da pandemia, e independente da decisão que será anunciada pela área de saúde em janeiro, o secretário Alexandre Modonezi informou que todas as providências para o planejamento, organização e operação do Carnaval de 2022 seguem sendo adotadas antecipadamente, e garantiu que está tudo encaminhado para a sua realização.

A secretaria municipal contratou a Universidade de São Paulo (USP) para auxiliar no estudo de capacidade dos trajetos e definir as instalações de estruturas, como gradil e banheiros, entre outros, que já foram licitados e contratados. Todas essas despesas serão financiadas pelo patrocínio privado da Ambev, no valor de R$23 milhões, a partir de um chamamento público também realizado de forma antecipada.

O secretário Modonezi informou ainda que todas as providências para a mobilização de cerca de 20 mil policiais já foram autorizadas pelo governo do Estado, assim como os 6 mil membros da guarda civil e mil componentes do ordenamento e fiscalização do comércio informal. A contratação, pelo patrocinador, de aproximadamente 20 mil ambulantes que atuam nos diversos trajetos da festa, também está sendo realizada. O secretário ressalta que parte significativa da receita com o evento vai para a periferia da cidade.

Uma pesquisa foi contratada junto à Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) constatando que 80% do público do Carnaval da cidade de São Paulo são de paulistanos, entre 10 e 15% de visitantes do entorno da grande São Paulo, e 5% de turistas nacionais e internacionais. Destes, apenas 0,8% são estrangeiros.

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