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Deputado federal Marcelo Nilo, que pode concorrer ao Senado na chapa de ACM Neto 12 de janeiro de 2022 | 13:41

Funções de Nilo ao lado Neto incluiriam de inviabilização de Roma a ponte com eleitorado lulista

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Embora o nome de Marcelo Nilo provoque resistências pontuais em membros de alguns partidos que compõem a base do ex-prefeito ACM Neto (DEM), no círculo íntimo do democrata a avaliação é de que a eventual chegada do deputado federal do PSB no grupo vai cumprir algumas funções consideradas essenciais, motivo porque é abertamente celebrada.

Uma delas é obrigar João Roma a deixar o Republicanos se o ministro da Cidadania quiser, de fato, concorrer ao governo da Bahia, caso, como deseja Neto, o parlamentar hoje governista decida efetivamente deixar o PSB para migrar para a legenda que atualmente tem vários quadros no governo do prefeito Bruno Reis (DEM).

Com Nilo como candidato ao Senado, o Republicanos não poderia se queixar de não estar sendo contemplado na chapa com que o democrata disputará o governo. Nilo também cumprirá um papel imediato e de grande valia eleitoral para o candidato do DEM: repartir seus votos de deputado federal entre candidatos da escolha de Neto.

Os nomes podem estar na base do govenador Rui Costa (PT) hoje. Mas há um terceiro ponto em que a figura de Nilo pode ser bastante explorada na campanha de Neto. Sua ligação histórica com o PT e, naturalmente, o ex-presidente Lula. Nilo sempre sempre fez campanha para o ex-presidente que agora concorrerá de novo à Presidência da República.

Sair por aí, ainda que na chapa de Neto, pedindo votos para o petista de novo não parecerá nada estranho. Em complemento, dará mais uma forcinha na pavimentação de votos do eleitorado que pretende digitar na urna o número do ex-presidente mas acha que o candidato do DEM é a melhor alternativa para votar ao governo.

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