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As ativistas e especialistas da educação Jaqueline Santos, Letícia Leobet e Vilma Reis dialogam no Instagram da iniciativa @setaprojeto 14 de janeiro de 2022 | 11:42

Projeto Seta debate desafios da Lei 10.639 que obriga o ensino da história afro-brasileira nas escolas

bahia

O Projeto Seta (Sistema de Educação por uma Transformação Antirracista) realiza, na próxima sexta-feira, 14, às 13h, a live “19 anos da Lei 10.639/03: o que falta para implementar?”.

O encontro acontecerá no Instagram do projeto (@setaprojeto) e marca a primeira edição do Seta Debate. Para discutir o tema, Jaqueline Santos, Doutora em Antropologia pela Unicamp, Letícia Leobet, Cientista Social e Assistente de Projetos no Geledés – Instituto da Mulher Negra (@portalgeledes) e Vilma Reis, Socióloga, Ativista da Mahin – Organização de Mulheres Negras (@negrasmahin) e Conselheira do Projeto Seta. A mediação será de Midiã Noelle, jornalista e Coordenadora de Comunicação do Seta.

O bate-papo tem como objetivo levantar o tema da Lei 10.639, de 2003, que representa um paradigma na mudança da política educacional do país, pois traz uma discussão sobre educação para as relações étnico raciais, ensino, história e cultura africana e afro-brasileira, e abre espaços para outras transformações posteriores, como a educação escolar quilombola e indígena.

“Que a gente trate esses temas não de forma pontual e isolada, como se estivéssemos falando do outro, mas de forma universal e transversal no currículo, reconhecendo que estamos falando de nós mesmos. Precisamos lembrar que os povos africanos, afro-brasileiros e indígenas contribuíram para a formação e desenvolvimento do nosso país”, destaca Jaqueline Santos.

A doutora em antropologia ressalta ainda que essa Lei é um passo importante para a promoção da equidade racial. “No próximo ano vamos completar 20 anos e, ainda, vivemos o desafio de trabalhar e sensibilizar as pessoas para a efetiva implementação da Lei. Infelizmente, devido à história do nosso país, que é marcado pelo colonialismo, racismo e escravidão, a gente ainda tem como desafio naturalizar essas temáticas e a importância desses temas no currículo, além de sensibilizar profissionais da educação para trabalhar com eles”, finaliza.

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