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Henrique Pizzolato 07 de outubro de 2015 | 12:00

Pizzolato poderá ser extraditado a partir de 22 de outubro, diz Itália

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O condenado no julgamento do mensalão Henrique Pizzolato poderá ser extraditado ao Brasil a partir do dia 22 de outubro. O Ministério da Justiça da Itália informou a nova data um dia após ter prorrogado por mais duas semanas a extradição do ex-diretor do Banco do Brasil, que chegou a ser marcada para esta quarta-feira, 7. A informação foi dada por fontes da Interpol e do próprio ministério. No fim da tarde desta terça-feira, 6, algumas horas após o advogado de Pizzolato ter revelado que a Corte Europeia de Direitos Humanos, na França, havia negado recurso que pedia a suspensão da extradição do brasileiro, o ministro da Justiça italiano, Andrea Orlando, decidiu prorrogar o prazo para entrega do ex-diretor a autoridades brasileiras. De acordo com fontes do ministério e da Interpol, Orlando teria cedido à pressão política de um grupo de 22 parlamentares que abraçaram a causa de Pizzolato e tentam evitar a extradição do brasileiro. Os senadores que apoiam Pizzolato são de Módena, região em que o ex-diretor se refugiou após deixar o Brasil usando um passaporte falso. Todos esses parlamentares, exceto Carlo Giovanardi, são do Partido Democrático, o mesmo de Orlando que também é de Módena. Giovanardi rebateu na tarde de terça a tese da não extradição ao vice-ministro da Justiça. “Ele está preso aqui, não está na rua. Além disso, é um cidadão italiano.”

Estadão
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