Foto: Divulgação
Deputado estadual Jacó (PT) 15 de outubro de 2020 | 15:56

Deputado Jacó destaca a importância do controle social nos municípios baianos

bahia

Faltando um mês para as eleições de 2020, o deputado estadual Jacó (PT) voltou a falar sobre a importância do controle social nos municípios baianos, a exemplo de Gentio do Ouro, na região de Irecê, a mais de 500 km de Salvador. Em live promovida por ele no final do mês de agosto, os vereadores Adilton Junior (PSB) e Girlan Barreto (PSD) denunciaram a atual gestão por gastos inexplicáveis com aluguel de carros e combustível.

De acordo com os vereadores, que encaminharam as denúncias ao Ministério Público e TCM, foram gastos pela Prefeitura de Gentio do Ouro R$ 711 mil em aluguel de veículos (pagos à empresa Paraguassu Construções e Serviços) e mais de R$ 1,2 milhão somente com combustível (mais de 311 mil litros de diesel ou 250 mil litros de gasolina) até agosto deste ano.

Mesmo com as escolas e repartições do município fechadas por causa da pandemia do novo coronavírus, a suspeita de desvios de recursos públicos se revelou ao examinarem gastos com mais de R$ 132 mil em materiais de papelaria e R$ 120 mil em transporte escolar. Despesas com merenda dos alunos foram em torno de R$ 230 mil, o que daria para comprar em média 12 mil kits ou 2.300 cestas básicas – pagos à empresa de Alcir Mendes Muritiba Junior.

“O prefeito de Gentio não mora em Gentio do Ouro, mora em Xique Xique, trabalha pouco e se dedica pouco ao município. Os gastos não batem com a realidade, ninguém viu esses carros alugados. Quem é o motorista que dirige? Esse combustível é de quem? São coisas absurdas e que afrontam a sociedade”, reagiu, indignado, o deputado Jacó, que reiterou a importância do controle social não só por parte do Parlamento, mas também da sociedade civil.

A gestão municipal em Gentio do Ouro tem sido alvo de críticas do deputado Jacó desde que assumiu o mandato na Assembleia Legislativa da Bahia. Representações ao Ministério Público do Estado foram encaminhadas e dão conta de irregularidades como a existência de obras inacabadas ou superfaturadas.

Comentários