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Vereador Henrique Carballal (PDT) 14 de janeiro de 2022 | 15:19

Carballal diz que discurso de Rui de defesa da vida esconde autoritarismo

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O vereador Henrique Carballal (PDT), presidente da Comissão do Carnaval da Câmara Municipal de Salvador, criticou a forma como o governador Rui Costa (PT) decidiu reduzir de cinco mil para três mil o limite máximo de pessoas presentes em eventos públicos ou privados e também em estádios de futebol. “O que falta a Rui é humildade em primeiro lugar. O discurso dele de defesa da vida, no fundo, esconde um autoritarismo que não enxerga na realidade a importância que o Carnaval e que a indústria do entretenimento têm para a nossa sociedade”, disse o vereador soteropolitano, em conversa com este Política Livre.

“Independente de a medida ser correta em função da questão do aumento dos casos de Covid, ela é autoritária. No início do século XX, no Rio de Janeiro, ocorreu uma revolta contra a vacina obrigatória porque a medida da vacina obrigatória foi autoritária”, comparou o vereador, que é também professor de História. Carballal aponta que o petista ignora que a indústria do entretenimento é fundamental principalmente na cidade de Salvador.

O vereador pedetista ressalta ainda que o governador se recusa a conversar com o prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM). “Ele não escuta o prefeito da cidade, ele não se reúne com o prefeito da cidade. Isso já foi inclusive externado pelo prefeito. Então se as pessoas podem imaginar que é uma demonstração de fragilidade do prefeito, ao contrário, é uma demonstração de força, de capacidade de entender que as autoridades, independente das ideologias políticas, elas precisam sentar pra defender os interesses maiores da população”, disse Carballal.

O pedetista ainda pontuou que o governador não procurou o setor de entretenimento para conversar e não apresentou projeto que viabilize a manutenção das instituições que vivem do Carnaval. “Não há nada, sejam elas as entidades mais tradicionais da nossa cultura como os blocos de samba, como os blocos afro, como os afoxés, ou os blocos de trio elétrico que são fundamentais também para a nossa identidade cultural e pra nossa economia”, ressaltou o edil soteropolitano.

Davi Lemos
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