20 maio 2025
O Plano para a Transformação Ecológica do Brasil precisará de US$ 130 bilhões a US$ 160 bilhões por ano ao longo da próxima década e deve criar entre 7,5 milhões e 10 milhões de empregos, afirmou nesta sexta-feira, 1.º, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante a 28.ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-28), realizada em Dubai, nos Emirados Árabes.
Segundo o governo, a maior parte dos aportes precisará ocorrer principalmente em infraestrutura para promover adaptações, produzir energia e aprimorar a industrialização, em linha com o objetivo de apresentar o Brasil como um dos centros globais da economia verde.
O ministro também destacou esforços do governo nesta frente, entre eles a aprovação dos projetos de lei sobre hidrogênio verde e a geração de energia eólica offshore – considerados setores essenciais para a transição energética.
Outras medidas, estas ainda em fase de implementação, incluem a criação de um mercado de carbono regulado, a definição de uma taxonomia nacional focada na sustentabilidade e a revisão do Fundo Clima.
Segundo Haddad, o Brasil deve apresentar ao G20 – que passa a ser presidido hoje pelo País – a essência do plano e, na COP-30, cuja sede será em Belém (PA), levará quase uma centena de iniciativas relacionadas à proposta.
União pelo clima
Durante a apresentação do plano na COP-28, Haddad mencionou que os países do chamado Sul Global – em sua maioria nações em desenvolvimento – precisam unir esforços no sentido da transição de uma economia baseada em combustíveis fósseis e altamente dependente de emissões de carbono para um modelo mais sustentável, dado que os países desenvolvidos já lançaram seus planos verdes.
O Brasil, neste caso, aparece com vantagens competitivas, segundo Haddad, que citou como exemplos a rede de hidrelétricas, o sistema elétrico unificado, a produção de etanol e a atuação da Petrobras e outras empresas nacionais de ponta na pesquisa e desenvolvimento de biocombustíveis.
Karla Spotorno e Gustavo Nicoletta/Estadão Conteúdo