11 de novembro de 2014 | 12:00

CNI assina acordo com Câmara de Comércio dos EUA

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Câmara de Comércio dos Estados Unidos assinaram nesta terça-feira, 11, um acordo de cooperação para a promoção das relações comerciais e de investimentos entre Brasil e Estados Unidos. O acordo cria um grupo de trabalho bilateral para estudar e recomendar ações conjuntas a serem tomadas pelos governos dos dois países para melhorar sua relações bilaterais na área do comércio e dos investimento. O presidente da seção brasileira do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos (Cebeu) e presidente da Embraer, Frederico Curado, afirmou esperar que o encontro dos presidentes Dilma Rousseff e Barack Obama ocorra “em um prazo não muito longo” que isso ajudará a catalisar a relação comercial entre os dois países. Segundo ele, os negócios entre os dois países nunca se interromperam e a maior aproximação entre os dois governos facilita o estímulo ao fluxo comercial e de investimentos. “Mas ligação entre Brasil e Estados Unidos são profundas, particularmente entre atividades empresariais. E não vejo que parte diplomática esteja sem atividade”, disse. “Temos exemplos recentes de pontos importantes que foram superados. A agenda bilateral está se movendo”, afirmou. Ele citou o acordo do algodão e do FATCA (Foreign Account Tax Compliance Act), que trata da troca de informações financeiras de estrangeiros. Curado disse ainda que os Estados Unidos continuam o maior destino brasileiro de bens manufaturados e que a pauta bilateral é muito rica e cheia de potencial. Segundo ele, as prioridades são um acordo de livre comércio, um acordo para evitar bitributação e um de facilitação de trânsito de pessoas. Na reunião anual do conselho, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a vice-presidente das Américas da USChamber, Jodi Bond, elogiou a relação entre os dois países, mas disse que não é suficiente e que o grupo deve avançar em medidas que ajudem os países a crescer, aumentar competitividade e empregos.

Laís Alegretti, Agência Estado
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