Frase do dia

Acho que é uma opinião. A Odebrecht é que acha que todos os políticos se serviram do caixa 2. Aliás, ao assim se manifestarem, dizem que eles são os produtores do caixa 2.

O presidente Michel Temer ao comentar sobre a opinião da Odebrecht de que caixa 2 era generalizado comentar

23 de abril de 2017, 13:00

BRASIL Na Marcha pela Ciência, pesquisadores pedem mais apoio para o setor no Brasil

Cientistas, professores, pesquisadores e estudantes reuniram-se hoje (22) em vários pontos do mundo para participar da Marcha pela Ciência. O objetivo é destacar a importância da pesquisa científica para o mundo. O ato foi convocado em mais de 500 cidades no mundo. A marcha lembra ainda o Dia da Terra, comemorado neste sábado. A inspiração para o ato veio dos Estados Unidos, onde cientistas estão se articulado contra os cortes no orçamento da área de pesquisa e o posicionamento do governo de Donald Trump em relação a temas como o aquecimento global. No Brasil, mais de 20 cidades convocaram a marcha. Os participantes pediram mais recursos e apoio para a pesquisa e a ciência. Os organizadores informaram que a marcha é apartidária e pacífica.

Agência Brasil

23 de abril de 2017, 12:45

ECONOMIA Reunião do IMFC Foi conclusiva sobre protecionismo

Foto: Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional do FMI (IMFC, na sigla em inglês) “foi conclusiva de que a grande maioria é contra o protecionismo.” Segundo o ministro, “a conclusão geral é o protecionismo prejudica o crescimento mundial.” IMFC é a sigla em inglês deste comitê. ”Foi feita ao final da reunião do IMFC foi feita a recomendação para que os países evitem posturas protecionistas”, destacou Meirelles. “Expressamos nossa posição a favor de maior abertura comercial. A experiência do Brasil no passado mostrou que o protecionismo prejudicou o País.” Segundo o ministro, os representantes dos Estados Unidos no encontro no FMI não discordaram da postura geral contra o protecionismo e a favor do multilateralismo. “É sabido que dentro do governo americano há defensores do livre comércio para o país.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

23 de abril de 2017, 12:30

ECONOMIA Consumidor deve ficar atento a fatores que influenciam o preço da energia

Diversos fatores podem influenciar a conta de luz e o consumidor deve estar atento às informações do setor para se programar e tentar economizar quando as condições estiverem menos favoráveis, como na vigência da bandeira vermelha, por exemplo, que encarece o preço da energia. A fatura de eletricidade é composta por diversos itens, como o custo da geração de energia, da transmissão, além de impostos e encargos. Todos os anos, ela passa pelo processo de reajuste, que tem como objetivo corrigir os preços cobrados pelas distribuidoras. A cada quatro anos, em média, ocorre a revisão tarifária, quando são revistas as regras de cálculo das tarifas e a transferência dos ganhos de produtividade das distribuidoras. No ano em que há a revisão tarifária, não é aplicado o reajuste anual. Tanto os reajustes quanto as revisões tarifárias são definidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Recentemente, a agência tem estabelecido alguns percentuais negativos de reajustes, ou seja, o preço da energia para os clientes de algumas distribuidoras têm caído em vez de aumentar. Isso acontece quando a Aneel faz um ajuste dos valores que foram estimados no processo tarifário anterior.

Agência Brasil

23 de abril de 2017, 12:15

BRASIL Temer terá controle da ANS até 2020

O presidente Michel Temer terá maioria dos votos na Agência Nacional de Saúde (ANS) até 2020, dois anos depois do término do seu mandato. No total, seu governo indicará 4 dos 5 conselheiros. Em maio, Temer vai substituir o presidente da ANS, José Carlos Abrahão. Em delação, Delcídio do Amaral disse que, na época da indicação, houve briga no PMDB pela vaga. Em abril, Temer enviou ao Senado pedido de recondução da diretora da ANS, Simone Freire, atendendo ao PMDB. Em 2014, o Senado aprovou um primeiro mandato de dois anos para ela, mas decreto de Dilma Rousseff garantiu sua permanência até agora.

Estadão

23 de abril de 2017, 12:00

BAHIA Alex da Piatã quer regulamentar profissão de condutor de ambulância

Foto: Divulgação

O deputado Alex da Piatã (PSD)

Em um novo projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa da Bahia, o presidente da Comissão da Saúde da Alba, deputado Alex da Piatã (PSD), pretende buscar a regulamentação da profissão de condutor de ambulância no Estado. De acordo com o político, a proposição tem por objetivo de valorizar o trabalho desempenhado pelos motoristas. ”A categoria dos condutores de ambulância demonstram uma série de ações que os diferenciam dos demais motoristas, dignas de serem levadas em consideração”, afirmou o parlamentar. Na justificativa da matéria, Alex da Piatã disse que o condutor de ambulância, para o exercício legal da profissão, recebe treinamento específico que garante ao mesmo o conhecimento de técnicas que podem salvar vidas em caso de transporte de pacientes. O texto apresentado pelo deputado garante vagas específicas disponíveis para condutores de ambulância quando da realização de concurso público e processos seletivos geridos pelo Governo da Bahia. ”As empresas privadas no âmbito do Estado da Bahia que oferecem serviços de remoção de pacientes através de ambulâncias, deverão adequar suas atuais contratações às normas definidas na legislação vigente”, disse. O projeto de lei determina também que será terminantemente proibido o translado de paciente em ambulâncias sem a equipe completa de enfermagem.

23 de abril de 2017, 11:45

BRASIL Oposição ironiza união de Temer e Silvio Santos

Após a união do presidente Michel Temer e o apresentador Silvio Santos, a oposição passou a compará-los. Dizem que um muda de opinião assim como o outro a grade da programação. Na última semana, Temer pediu o apoio do apresentador à reforma da previdência. A partir da conversa, o SBT passou a veicular propagandas em defesa da medida em sua programação.

Estadão

23 de abril de 2017, 11:30

BRASIL Justiça Federal em 20 Estados e no DF herdam parte da delação da Odebrecht

Foto: Estadão

Sede da Odebrecht em São Paulo

Além de determinar a abertura de 76 inquéritos no Supremo Tribunal Federal, o ministro Edson Fachin usou as delações dos executivos da Odebrecht para remeter a outras instâncias forenses 211 petições que não envolvem políticos com foro privilegiado junto à Corte. Caberá a esses tribunais o andamento das investigações. Das 27 unidades da Federação, 21 receberão petições relacionadas a políticos e obras supostamente marcadas por irregularidades. As Cortes recordistas na quantidade de processos são, além da Justiça Federal do Paraná, que conduz as investigações em primeira instância sobre fatos diretamente relacionados à Lava Jato, com 38 petições, as secções judiciárias de São Paulo, com 28 petições (sendo 27 na Justiça Federal e 1 no Tribunal de Justiça do Estado), Rio (21), Bahia (14) e Distrito Federal (14). No Paraná, os termos de colaboração dos executivos da Odebrecht serão analisados pelo juiz Sérgio Moro, que conduz a Lava Jato no Estado. As petições enviadas ao Estado envolvem diretamente a Lava Jato, incluindo delações sobre a atuação dos ex-presidentes Lula (PT) e Dilma (PT), do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB), do ex-ministro Antônio Palocci (PT), além de investigações sobre obras como a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e a relação do grupo com a cervejaria Itaipava. Leia mais no Estadão.

Estadão

23 de abril de 2017, 11:15

MUNDO EUA: aumenta desaprovação do governo Trump

Os americanos se mostram cada vez mais insatisfeitos com o presidente Donald Trump, que se aproxima do centésimo dia no cargo, segundo uma nova pesquisa do Wall Street Journal/NBC News. Mais de metade dos americanos – cerca de 54% – desaprovam o trabalho de Trump como presidente, ante 40% que aprovam. A diferença, portanto, totaliza 14 pontos. Em fevereiro, uma sondagem tinha mostrado a desaprovação superando a aprovação em 4 pontos. No entanto, a pesquisa, que contou com 900 adultos, chegou a algumas conclusões positivas para Trump, como a existência de um forte apoio aos ataques de mísseis que ele ordenou na Síria, em resposta a um ataque químico no início de abril. Mais de seis pessoas a cada dez aprovaram a ação militar. Além disso, metade aprova a forma como está lidando com a Síria no geral. A sondagem constatou ainda uma quantidade similar de pessoas tanto aprovam quanto desaprovam a política econômica de Trump. A pesquisa Wall Street Journal/NBC News se baseou em entrevistas realizadas por telefone com 900 adultos de todo o país, entre 17 e 20 de abril. A margem de erro é de mais ou menos 3,27 pontos percentuais, com maiores margens de erro para subgrupos.

Estadão Conteúdo

23 de abril de 2017, 11:00

BRASIL Delatores denunciam governador de SC e PSD

O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, teria sido o responsável por pedir cerca de R$ 13 milhões em caixa 2 à Odebrecht, desde 2010, para campanhas estaduais do PSD, o seu partido. As informações estão no acordo de delação firmado pelos executivos da empreiteira Fernando Reis e Paulo Roberto Welzel. “[Ele] estava sempre renovando os pedidos”, afirmou Reis em um dos vídeos gravados pela Procuradoria-Geral da República. Os pagamentos teriam sido feitos sob o codinome “Ovo” e, mais tarde “Galego”. Em seu relato, Reis afirma que, em 2010, foi procurado pelo então senador e candidato ao governo Colombo para pagamento de doação à sua campanha. Naquele ano, a empreiteira teria pagado R$ 2 milhões em caixa 2 ao atual governador. Reis afirma que “apesar de não ter havido nenhum ajuste sobre qual seria a contrapartida do senador caso se tornasse governador, Colombo mostrou-se favorável à privatização da Companhia de Águas e Saneamento (Casan), o que era de interesse da Odebrecht Ambiental”. Colombo teria também apresentado um programa de governo que incentivava a participação privada no setor elétrico, com venda de parte da Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), e no setor de logística. Ainda de acordo com o depoimento de Reis, o encontro para tratar da doação teria sido intermediado por Ênio Branco e aconteceu no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Ênio é diretor de novos negócios na Celesc. Para o delator, o pedido teria sido “expressamente de caixa 2″, já que Colombo não queria ter sua campanha vinculada à Odebrecht como doadora oficial.

Estadão Conteúdo

23 de abril de 2017, 10:45

BRASIL Parlamentares negociam alívio para servidores

Foto: Estadão

O deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA)

A pressão por novas mudanças no relatório da reforma da Previdência vai subir de temperatura ao longo desta semana com a guerra declarada dos servidores. Duas alternativas de mudanças já estão na mesa de negociação para reverter em parte o endurecimento da regras de aposentadoria dos servidores públicos admitem lideranças governistas e até mesmo integrantes do governo que participam diretamente da negociação do texto com o Congresso. A estratégia do governo é sim atrasar a aposentadoria dos servidores, mas não com um “castigo tão duro” como o que foi colocado no texto apresentado pelo relator Arthur Oliveira Maia (PPS-BA). Em reação a essas regras, os servidores prometem protestos em Brasília ao longo da semana. Pressão. Depois de acordo com a oposição, o adiamento da votação da reforma na comissão especial e no plenário da Câmara abriu um tempo maior de exposição para que novas pressões ganhem corpo, podendo reduzir ainda mais a economia com a reforma, reconhecem líderes da base. O Estado apurou que a avaliação nos bastidores é de que o pior ainda não passou. O relator está tendo de reavaliar a regra de transição de servidores públicos após ter “comprado uma briga” com a categoria. Ele propôs exigir desde já o cumprimento da idade mínima definitiva, de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, para que funcionários públicos possam receber as chamadas integralidade – aposentaria com o maior salário da carreira, ainda que acima do teto do INSS (R$ 5.531,31) – e paridade – reajuste salarial igual aos funcionários da ativa. A trava, que valeria mesmo para quem pudesse se aposentar antes dessas idades pela transição, foi vista com bons olhos pelo governo e por economistas, pois significaria uma economia para as contas públicas. Só que, entre os servidores, o clima é de revolta. Eles acusam o relator de promover uma mudança violenta nas regras do jogo e prejudicar servidores que ingressaram mais cedo no funcionalismo do que os demais.

Estadão

23 de abril de 2017, 10:30

BRASIL ‘Custo da má gestão de Dilma é maior que o da lava jato’

Foto: Estadão

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT)

O economista Eduardo Giannetti da Fonseca diz que os impactos da Operação Lava Jato, que apura corrupção na Petrobrás, podem ter efeitos negativos sobre a economia brasileira, que esboça uma reação, mas afirma que as investigações em curso não deram origem à atual recessão pela qual o Brasil passa. Segundo ele, a má condução do governo Dilma Rousseff, com políticas equivocadas colocou o Brasil nesta profunda crise, gerando a alta taxa de desemprego. A seguir, trechos da entrevista: Um levantamento feito pelo ‘Estado’ mostra que as principais empresas envolvidas na Lava Jato demitiram quase 600 mil pessoas. As novas delações poderão piorar esse cenário? O impacto (negativo) indireto sobre o emprego é ainda maior. Afeta toda cadeia, desde os fornecedores até o consumo que deixa de ser feito porque a atividade não aconteceu. Com as delações que vieram à tona semana retrasada, o impacto da Lava Jato na economia pode ser maior daqui para a frente? Acho que seria um erro de análise atribuir a atual crise econômica e o desemprego à Lava Jato. Estaríamos em crise e com alta taxa desemprego, independentemente da Lava Jato. Não foi a operação que criou esse problema. Ela ajudou a agravar, uma vez que as decisões tomadas no âmbito da corrupção que a operação está revelando foram péssimos investimentos. Um exemplo é a refinaria Abreu e Lima. Foram gastos dezenas de milhões de reais e nenhum real de retorno. A Lava Jato não causou a crise econômica.

Estadão Conteúdo

23 de abril de 2017, 10:15

BRASIL Petrobras concentrou cortes em terceirizados

Diante de prejuízos recordes e de um forte aumento em seu endividamento, a Petrobrás substituiu, nos últimos anos, sua política expansionista do início desta década por um movimento de fortes cortes de custos. Isso inclui a redução do total de profissionais da companhia, com impacto bem maior no pessoal terceirizado. Como os profissionais concursados têm direito à estabilidade no emprego, a companhia teve de recorrer a programas de desligamento voluntário para reduzir este contingente. Conseguiu diminuir, em três anos, seu quadro de contratados em 20%. No fim de 2013, a companhia tinha 86.111 funcionários no Sistema Petrobrás, número que caiu a 68.829 em dezembro do ano passado. Segundo a Petrobras, o Plano de Negócios e Gestão atual da companhia prevê o corte de gastos operacionais e a readequação de seus investimentos. A empresa também vem fazendo um programa de desinvestimentos. Em 2016, vendeu, por exemplo, seu negócio de gasodutos à canadense Brookfield, por US$ 5,2 bilhões. A petrolífera se prepara para se desfazer do controle da BR Distribuidora, dona de postos de combustíveis, e de outros ativos. A empresa afirmou que seus programas de desligamento já resultaram na saída de 14.241 empregados, segundo dados atualizados até abril deste ano. “A redução do número de empregados está no contexto de ajustes que estão sendo feitos pela Petrobrás para redução de seu endividamento, o maior entre empresas da indústria de petróleo e gás no mundo”, explicou a companhia. “O contexto econômico mundial e do setor também reflete na estratégia da companhia. É incorreto associar a redução dos empregados direta e unicamente à Operação Lava Jato.” Proporção. Embora tenha restrições para reduzir seu quadro de funcionários concursados, a empresa tem total liberdade para cortar os terceirizados – contingente que, nos últimos anos, compôs a maior parte de seu quadro de colaboradores. Em dezembro de 2013, segundo dados enviados pela própria companhia, havia quatro terceirizados para cada funcionário próprio, ou um total de 360.180 trabalhadores. A Petrobrás concentrou a maior parte de seus cortes nos funcionários terceirizados. Em dezembro do ano passado, a empresa tinha 117.555 terceirizados, ou 1,7 para cada colaborador próprio.

Estadão Conteúdo

23 de abril de 2017, 10:00

INTERIOR DA BAHIA Porto Seguro: Galo destaca importância da 5ª Jornada de Agroecologia da Bahia

Foto: Divulgação/Caetano Cupolo

A 5ª Jornada de Agroecologia da Bahia

Presidente da Frente Parlamentar Ambientalista, o deputado estadual Marcelino Galo (PT) destacou a importância da 5ª Jornada de Agroecologia da Bahia, realizada entre os dias 19 e 23 de abril, em Porto Seguro, como forma de articulação, divulgação, debates, e reflexões sobre a agroecologia no Estado “e também de defesa da produção de alimentos livres de venenos e de respeito ao território e a identidade sociocultural das comunidades que neles habitam”. Autor dos projetos de Lei que institui a Política Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica e que propõe a Política Estadual de Incentivo à formação de Bancos Comunitários de Sementes e Mudas de Variedades e Cultivares Locais, Tradicionais ou Crioulos, ambos em tramitação na Assembleia Legislativa, Galo elogiou os movimentos sociais Teia dos Povos, o Movimento dos Trabalhadores, Assentados, Acampados e Quilombolas da Bahia (CETA) e outros pela articulação e atuação à frente do evento que contou ainda com a 9ª edição dos Jogos Indígenas Pataxó 2017 e com a Feira de Economia dos Povos: Sementes crioulas, artesanatos, produtos orgânicos. “Foi um prazer participar deste encontro, que é fundamental para a Bahia, onde pudemos debater também os principais pontos de nossos projetos de lei. De modo que é um evento exemplar e muito importante, pois fortalece a articulação de todos aqueles que defendem e lutam pelas soberanias alimentar, territorial e popular, com alimentos livres de veneno, sem agrotóxicos”, enfatizou o parlamentar, que é engenheiro agrônomo.

23 de abril de 2017, 09:45

BRASIL Empresas citadas na Lava Jato demitiram quase 600 mil

A recessão, a queda do preço do petróleo, a redução dos gastos do governo e a Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção envolvendo a Petrobrás, empreiteiras e agentes do governo, tiveram efeito devastador no emprego. Levantamento do ‘Estado’ com dez das maiores empresas citadas na Lava Jato mostra que, somente entre funcionários diretos e terceirizados dessas companhias, o corte de vagas entre o fim de 2013 (antes da deflagração da Lava Jato, em março de 2014) e dezembro de 2016 foi de quase 600 mil pessoas. Analistas apontam que o efeito foi ainda maior, quando se consideram as vagas indiretas. Empresas do setor de óleo e gás, como a Petrobrás, foram afetadas pela redução da cotação do petróleo, que hoje está próxima de US$ 50. Já as grandes construtoras e incorporadoras tiveram de lidar com o alto endividamento da população, que deixou de comprar imóveis, e com a conclusão – ou interrupção – de projetos de infraestrutura, diante da deterioração das contas do governo. A conta de 600 mil postos de trabalho fechados mostra um impacto considerável – equivalente a 5% do total de pessoas que entraram na fila do desemprego entre 2013 e 2016, que foi de 11,2 milhões. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o total de desocupados no País era de 1,1 milhão em dezembro de 2013; no fim de 2016, o número havia crescido para 12,3 milhões. Após um período de longa bonança, as companhias envolvidas na Lava Jato vivem momentos de dificuldade e tentam se reestruturar. As construtoras Queiroz Galvão, Engevix, OAS e Mendes Júnior estão entre as que pediram recuperação judicial. A Sete Brasil, empresa criada pela Petrobrás para a construção de sondas de petróleo, está na mesma situação.

Estadão Conteúdo

23 de abril de 2017, 09:30

BRASIL ‘Sangue Latino’ é o hino de delatores

Advogado de duas dezenas de alvos da Operação Lava Jato – como os senadores Romero Jucá (PMDB-RR), Edson Lobão (PMDB-MA) e Ciro Nogueira (PP-PI) e o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) -, Antônio Carlos de Almeida Castro, ou Kakay, postou em seu WhatsApp, na sexta-feira (21), que a letra da canção Sangue Latino, consagrada pelo grupo Secos & Molhados em 1973, é “o hino dos delatores”. Depois de transcrever a letra completa no aplicativo do celular, Almeida Castro comentou a estrofe inicial – “Jurei mentiras/ E sigo sozinho/Assumo os pecados/Uh! Uh! Uh! Uh!…”: “Resta saber se os advogados dos delatores aprovam, pois afinal os delatores não ‘seguem sozinhos’, embora tenham ‘rompido os tratados e traído os ritos’”. Segundo o post, “o que de fato interessa é que continuam ‘jurando mentiras’, protegendo, escolhendo, omitindo cinicamente, mas na certeza de que, se descobertos, terão direito a um recall, ou seja, a certeza esperta da impunidade, com a perspectiva do próprio Ministério Público instituir a pena, com cumprimento imediato, sem precisar do Judiciário”. O comentário foi postado um dia depois dos depoimentos, ao juiz Sérgio Moro, do empresário Léo Pinheiro e do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci. “Os Sérgios Machados entregam quem querem, devolvem um pouquinho da grana que surrupiaram, fazem um acordo e começam a cumprir pena em casa, sem este entulho do Judiciário”, acrescentou o advogado. “E nós, que queremos apontar e discutir os excessos, somos “contra a Lava Jato”, logo contra a ‘nação’, o ‘país’. É só ver o jogral dos meninos. Tristes tempos”, conclui o post. Ranking. Sangue Latino, de João Ricardo e Paulinho Mendonça, foi lançada no primeiro álbum do Secos & Molhados, batizado com o mesmo nome do grupo, que era composto na época por João Ricardo (vocais, violão e harmônica), Ney Matogrosso (vocais) e Gérson Conrad (vocais e violão). O Google informa que a canção foi escolhida pela revista Rolling Stone Brasil como a quadragésima maior música brasileira de todos os tempos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo