Qui 2 Jul 2009 8:08 pm
Por Raul Monteiro
O governador Jaques Wagner disse hoje, em coletiva logo após ter participado do desfile do 2 de Julho, na parte da manhã, que leu e não viu “nada de especial” no documento que o PMDB apresentou a ele com críticas à administração estadual.
O governador também declarou que “já disse cem vezes e não vou mudar” que sua posição é no sentido de ampliar, no ano que vem, a aliança que o elegeu em 2006, mas admitiu que se o PMDB tomar a decisão de fazer carreira solo, “vou desejar sucesso”.
Ao responder aos jornalistas sobre quando deveria fechar a chapa com que pretende disputar a reeleição, Wagner disse que o ponto final será no dia da sua inscrição na Justiça Eleitoral, em junho de 2010.
O governador também classificou como excepcional a receptividade da população a ele no cortejo. “Sinceramente, para um período de cinco meses que nós estamos aí com estas dificuldades orçamentárias, achei muito carinho, muita gente espontânea, e um ou outro ali que reclama, o povo da Cultura, que acha que está mal atendido”, declarou.
Wagner protestou apenas contra manifestações desrespeitosas. “Isto (o protesto) é tudo normal, o que acho é que as pessoas têm que se manifestar respeitando. Eu acato, na maior tranquilidade, qualquer tipo de manifestação. O que eu acho que é incorreto, seja com quem for, comigo ou com outro, é voce ser desrespeitoso”, declarou.
Ele também defendeu o secretário estadual de Cultura, Márcio Meirelles, principal alvo dos protestos contra o governo na festa. “Parte da reclamação deve ser justa, parte devem ser as viúvas do passado, e aí paciência, vão continuar chorando por muito tempo, porque nós não vamos fazer o que eles faziam, não vamos carimbar verba de Cultura e Educação”, rebateu.
Segundo o governador, apenas 45 projetos tinham acesso ao Fundo de Cultura antes de ele assumir o poder. Em 2008, 1150 foram inscritos e 340, atendidos.







