/

Home

/

Noticias

/

Exclusivas

/

‘Respeitabilidade ao exercício democrático’ é defendida, após entrave entre aliados na Câmara

‘Respeitabilidade ao exercício democrático’ é defendida, após entrave entre aliados na Câmara

Por Fernanda Chagas

04/03/2020 às 22:26

Atualizado em 05/03/2020 às 00:29

Foto: Divulgação/CMS

O grupo de oposição responsável pela polêmica, por fim, admitiu não esperar tamanha repercussão

O retorno às atividades na Câmara de Salvador pós-Carnaval, ao contrário do que se imaginava foi bastante agitado. Contudo, não apenas pelos temas importantes que chegaram a Casa, a exemplo da Reforma da Previdência municipal e o debate em torno da elevação da tarifa de ônibus, mas pela queda de braço instalada entre os pares. A de hoje, que envolveu vereadores do bloco de oposição contra o próprio líder, Sidninho do Podemos, por exemplo, levou o presidente, Geraldo Júnior (SD), a cobrar respeitabilidade ao exercício democrático. O pessolista Marcos Mendes chegou a disparar para Sidninho que: “Se tiver que sair na mão fora daqui, a gente sai também”.

“Devemos ser rechaçados. Tenho defendido o novo modelo de política, afinal o que a sociedade civil espera é que você defenda o seu posicionamento ideológico, partidário, mas que haja respeitabilidade ao exercício democrático do mundo institucional que é a vida pública”, rechaçou, sem deixar de elogiar o líder, que para ele tem exercido um papel exemplar. “E tenho dito, se tem alguém que defende a oposição tem que ser igual a ele e não mais do que ele é a evolução da vida pública nos permite da mesma sorte, se você voltar a fotografia da história. Eu recepcionei aqui, mesmo sendo da base do prefeito ACM Neto, com tapete vermelho o governador Rui Costa (PT), bem como o vice, João Leão”, elencou Geraldo Júnior, sem negar de utilizar do mesmo método de ‘passear’ pelos dois palanques.

Ele ainda citou ainda que isso ocorre entre os chefes de governo, em referência ao governador Rui Costa (PT) e o prefeito ACM Neto (DEM), o que em mais um exemplo não justifica o que está ocorrendo na Casa que preside.

“Como vejo em várias situações o governador ao lado do prefeito e o prefeito ao lado do governador, deixando de lado as questões inerentes as disputas partidárias da eleição, mas pensando no que é bom para a cidade. O vereador Sidninho é um representante do bairro da Mata Escura, que tinha uma emenda do seu líder Bacelar e quando subiu no palanque do prefeito subiu em respeitabilidade a um homem público, mas não como líder da oposição, mas como um vereador que precisava defender seus interesses senão seria atropelado metaforicamente falando como um fiel representante da comunidade”, justificou.

Vários foram outros pronunciamentos, inclusive, do petista Moisés Rocha, integrante do bloco contrário contra a postura dos colegas que chegaram a assinar uma nota pública em repúdio a sua presença no palanque do prefeito [Aladilce Souza (PCdoB), Silvio Humberto (PSB), Marcos Mendes (PSOL), José Trindade (PSB) e Hélio Ferreira (PCdoB).

Para Moisés, a Casa é política e na política há o contraditório. “Isso é natural. No período eleitoral é mais comum ainda que isso aconteça, porque está todo mundo preocupado em garantir sua renovação de mandato. O que eu não posso concordar é que uma bancada que já se colocou como independente queira intrometer-se em uma outra que ela já não faz mais parte, principalmente sem ter dado o direito de ampla defesa e sequer ter ouvido o colega que está aqui todos os dia. Isso sim é condenável”, criticou.

No dia anterior, o petista chegou a reafirmar o seu desinteresse pelo posto e reafirmou o nome de Sidninho para permanecer na liderança. Os comentários são de que isso pode ter incomodado.

Em território mais neutro, a líder do PT na Casa, Marta Rodrigues afirmou que o partido a princípio, não está de acordo com a carta de repúdio, pois aguarda um posicionamento dos ‘companheiros’ e da executiva municipal. “Faço política reunindo e ouvindo os companheiros. Vamos reunir o líder e também o presidente do PT [Ademário Costa]”, afirmou Marta.

Sem mesmo os integrantes da base de Neto ficaram de fora do impasse. Com discurso mais contundente, o presidente do DEM de Salvador, Duda Sanches, saiu em defesa do integrante do Podemos. Descartando aproximação com o seu grupo, ele frisou que Sidninho deu mais do que sua confirmação como liderado do deputado federal Bacelar, mas um belo sinal de republicanismo, ao mostrar que tem lado”.

Duda foi seguido pelo tucano Sérgio Nogueira. "Parabéns meu filho, política não se faz com ódio, com briga. Política se faz com trabalho".

O grupo de oposição, responsável pela polêmica, por fim, admitiu ver o ato com tamanha intensidade, pois o objetivo era ‘demarcar espaço e relatar uma atitude que incomodou, de forma que não voltasse a ocorrer’. Porém, inevitavelmente, se tornou a tônica da sessão ordinária desta quarta-feira. Sidninho não deixou por menos e também respondeu à altura, causando também grande movimentação em plenário.

Comentários
Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Política Livre
politica livre
O POLÍTICA LIVRE é o mais completo site sobre política da Bahia, que revela os bastidores da política baiana e permite uma visão completa sobre a vida política do Estado e do Brasil.
CONTATO
(71) 9-8801-0190
SIGA-NOS
© Copyright Política Livre. All Rights Reserved

Design by NVGO

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.