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Fachada da Câmara Municipal de Salvador 02 de dezembro de 2020 | 14:33

Saiba quem são e o que pensam os 17 novos vereadores da Câmara Municipal de Salvador

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Salvador elegeu, em novembro último, 43 vereadores para representar a população na Câmara Municipal já a partir do dia 1º de janeiro de 2021.

Na mesma eleição, nomes experientes da política local não conseguiram votos suficientes para garantir a reeleição, como o vereador Alfredo Mangueira (MDB), um dos edis mais antigos da Casa.

Na prática, 15 vereadores não se reelegeram em Salvador – dois não concorreram. Por outro lado, a Câmara de Salvador passará por uma renovação de 39,53%  em seus quadros.

Traduzindo, 17 novos edis marcarão presença no plenário da Casa Legislativa mais antiga do Brasil a partir de janeiro próximo.

Este Política Livre ouviu cada um dos futuros representantes do povo para preparar um resumo do que pensam sobre a cidade e para seus mandatos, o que pode ser conferido abaixo:

Os novos vereadores

Anderson Ninho (PDT)

Anderson Ninho, de 40 anos, é gestor público, além de ex-zelador de sala de aula, ex-cobrador de ônibus e, também, trabalhou como instrutor de autoescola durante 10 anos.

– Como chegou na política?

Cheguei na política através de muito trabalho. Essa foi a minha terceira tentativa. Na primeira eleição que disputei eu tive 3.300 votos. Na segunda eu tive 6.384 e agora fui eleito com menos votos em relação ao ano de 2016.

São mais de 20 anos de luta, principalmente pelos bairros que represento: Pau da Lima, Castelo Branco, Don Avelar, Vila Canária, Jardim Cajazeiras e São Marcos. Tenho uma gratidão pelos oito anos ao qual ACM Neto foi prefeito. Foram os oito anos que eu pude ser tratado como vereador sem mandato.

Pude realizar o sonho de várias comunidades através de obras e devo muito ao prefeito ACM Neto e ao vice Bruno Reis.

– O que pensa?

Penso em trabalhar ainda mais agora com o mandato para as comunidades que represento.

– Qual proposta para atuação na Câmara?

Sou um vereador evangélico que acredita na família. Minha principal bandeira de atuação será a tentativa da implantação da escola pública de trânsito municipal. É a minha bandeira.

André Fraga (PV)

André Fraga, de 37 anos, nasceu no Rio de Janeiro e mora em Salvador há 19 anos. Ele é engenheiro ambiental e doutorando pela Faculdade de Medicina da USP. Foi secretário de Sustentabilidade, Inovação e Resiliência de Salvador. Fraga é vice-presidente do Partido Verde e, também, é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana.

– Como chegou na política?

Cheguei na política através do Movimento Estudantil. Fui do DCE (Diretório Central dos Estudantes) na faculdade. Fui presidente da Executiva nacional dos Estudantes de Engenharia Ambiental. Depois decidi me filiar a um partido. Escolhi o Partido Verde por conta dessa relação das bandeiras e o prefeito ACM Neto me convidou para ser secretário, e depois saí para ser candidato.

– O que pensa?

Eu penso muitas coisas, mas, para traduzir em um pensamento.  O que eu acredito, na verdade, é que falar de meio ambiente é falar de gente. É falar de desenvolvimento. É falar também de conservação, de respeito aos nossos recursos naturais e das nossas áreas verdes. Ao mesmo tempo é falar de redução da desigualdade social. No final das contas, é falar de qualidade de vida. A questão ambiental ela deve ser uma grande mola econômica das próximas décadas. Então é preciso investir em tecnologias limpas, gerar emprego, renda, negócios, o que vai gerar prosperidade para todos nós.

– Qual a proposta de atuação na Câmara?

Penso em levar algumas iniciativas para a Câmara, como a criação de um aplicativo que permita que o cidadão interaja diretamente com o mandato e com o vereador. Essa é a principal ideia que permeia nessa necessidade de mais transparência e integração. Construí uma plataforma de 43 ideias que vou colocar em prática.

Augusto Vasconcelos (PCdoB)

Nascido no Cabula VI, Augusto Vasconcelos, de 39 anos, é advogado há 17 anos, além de professor universitário há 14 anos e funcionário concursado da Caixa há 16 anos.

– Como chegou na política?

Em 1998 comecei a participar do movimento estudantil. Após me formar em Direito, ingressei no mestrado e fui eleito para representar a Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG) no Conselho Nacional de Juventude. Quando passei no concurso da Caixa, iniciei uma atuação no movimento dos trabalhadores. Não entrei na política de paraquedas. Temos uma história de 23 anos em defesa de uma sociedade mais justa.

– O que pensa?

Acredito na política como instrumento de transformação. Em meio a tanto ódio e intolerância, precisamos de mais diálogo, respeitando os diferentes pontos de vista. Infelizmente a maioria das representações parlamentares são ligadas a fortes grupos econômicos. Os trabalhadores e as trabalhadoras precisam participar dos espaços de decisão. Foi com esse propósito que topei o desafio de ser vereador de Salvador.

– Qual proposta de atuação na Câmara?

Faremos um mandato participativo, ouvindo as pessoas. Apresentarei um Projeto de Lei para que a Câmara crie uma Plataforma Digital Interativa, onde a população possa ser consultada sobre os principais temas que irão para votação.

Sou oriundo das lutas dos trabalhadores e teremos muito foco na busca pela geração de emprego, renda e qualificação profissional. Por ser educador e filho de uma educadora, apresentaremos iniciativas voltadas à educação. O esporte também irá merecer atenção especial, já que atuo nesta área desde a minha infância e depois tive a chance de atuar profissionalmente. Temas como saúde, mobilidade e questões ambientais também farão parte do foco do nosso mandato.

Podem esperar muita dedicação e empenho. Trabalharei intensamente para honrar cada cidadão e cidadã dessa cidade que tanto amo.

Cris Corrêa (PSDB)

Cristiane Corrêa de Andrade, de 42 anos, é mãe de uma menina de 11 anos e jornalista de formação, formada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).

– Como chegou na política?

Eu entrei na política através de um processo seletivo. Eu desenvolvi um projeto em diversas comunidades de Salvador em parceria com organizações não governamentais de qualificação técnico profissional, realizando cursos. Nessa minha caminhada, eu passei seis anos da minha vida fazendo isso. Era o meu terceiro turno, porque pela manhã e pela tarde eu trabalhava nos veículos de comunicação. Já trabalhei em TV e em jornal e, à noite, eu desenvolvia esse projeto.

Nessa minha experiência me despertou o desejo de entrar na política, de conhecer esse universo político. Ouvido por duas razões. O primeiro [motivo] foi porque eu via que aquele projeto que eu desenvolvia, que era aparentemente simples, frutificou, ele dava resultado. A gente percebia a mudança de consciência, de comportamento de um jovem e de um adolescente que fazia parte daquele projeto. Consequentemente ele acaba influenciando em uma certa medida os outros integrantes da família.

E aí eu comecei a perceber que se naquele projeto, aparentemente simples, a gente conseguia obter e transformar vidas, e mais do que isso, criar novas perspectivas e oportunidades. Daí eu comecei a achar o que eu já acreditava, que se naquele projeto eu conseguia atingir 30 ou 40 famílias, na política eu poderia ampliar esses números. Eu poderia estender esse projeto a um número maior de pessoas.

A outra razão que me despertou o desejo de entrar na política era justamente uma certa resistência e insatisfação aos políticos. Eu achava que a maioria deles não me representava – e ainda acho. Como cidadã que sempre fui muito politizada eu comecei a pensar que se não faço a minha parte, se eu não me predisponho a ocupar esses espaços, com certeza pessoas que não me representam vão ocupar esses espaços de poder. E aí, conhecendo, que vou decidir, se fico ou se saio. Se permaneço ou se saio.

Eu entrei na política através de um processo seletivo. Uma amiga minha sabendo que eu tinha esse interesse comentou comigo que iria participar de um processo seletivo para fazer a campanha de um candidato a prefeito do interior. Essa cidade era Mata de São João e esse candidato era João Gualberto. Eu fiz esse processo seletivo. Não conhecia João Gualberto e não sabia quem ele era, fui participar através de uma pesquisa que fiz sobre a vida dele na internet. Passei na primeira fase e passei na segunda. Fui selecionado e foi assim que ingressei na política.

– O que pensa?

Sobre a política eu acho que é o único caminho que a gente pode transformar vidas em grandes proporções. Eu acho que a política é, sem sombra de dúvidas, a estrada de trabalho para o coletivo e de transformação de uma sociedade. Eu não tenho dúvidas de que a política com todos os seus desafios e todos os seus problemas que ela têm, ainda é esse único caminho.

– Qual proposta de atuação na Câmara?

Na Câmara eu vou seguir na direção da educação, na direção da formação técnica profissional e na direção da formação cidadã. Foi isso que fiz boa parte da minha vida, inclusive as experiências que eu tive tanto do Executivo quanto no Legislativo. Trabalhei nessa direção, trabalhei nessas áreas e é isso que quero continuar fazendo. Quero seguir nessa direção.

Daniel Alves (PSDB)

Daniel Vianna Alves de Almeida, de 39 anos, é formado em publicidade e pós-graduado em Administração.

– Como chegou na política?

Inicialmente, ingressei na política empresarial, participando das Câmaras de Turismo e do Jovem Empresário da Fecomércio Bahia; também atuei na FIEB e no Conselho Baiano de Turismo, e fui presidente da Abrasel Bahia.

Em 2017, a convite de Leo Prates, assumi a chefia de gabinete na presidência da Câmara Municipal de Salvador e, em 2018, coordenei a campanha dele para deputado estadual. No início de 2019 fui convidado por Tiago Correia para trabalhar na assessoria política do seu gabinete, na Assembleia Legislativa, onde fiquei até junho, quando Leo me chamou para ser o chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador.

– O que pensa?

O meu lema é o diálogo e o equilíbrio das ideias. Reconheço que há algum tempos temos vivido uma polarização política muito grande e essa situação só tem prejudicado a população que é pega entre esse combate de extremos, que só empobrece o debate político e trava importantes avanços para sociedade.

Costumo dizer que a política é a única forma de transformar a sociedade e se não soubermos dialogar, colocando os interesses da população em primeiro lugar, a tendência é ficarmos estagnados.

– Qual proposta de atuação na Câmara?

Na Câmara quero promover um mandato colaborativo, agregando pessoas capacitadas e dialogando com a sociedade para construir propostas de mudança efetiva para Salvador.

Vou defender propostas principalmente das áreas nas quais atuei ao longo da minha vida política, facilitando o acesso da população à saúde; defendendo o micro e pequeno empresário, em proposições de desburocratização, investimento e capacitação desse vetor da economia local, e a geração de oportunidades através do turismo, que é uma vocação natural da nossa cidade, abrangendo a hotelaria, bares e restaurantes, eventos, entretenimento, feiras.

Débora Santana (Avante)

Débora Santana, de 43 anos, é enfermeira e se apresentou como uma “mulher determinada que ama o social e tem projetos para Salvador”.

– Como chegou na política?

Quando meu esposo faleceu aos 28 anos de idade e estava grávida de 7 meses. Um dia Jesus me disse: “Você não pode ajudar o seu esposo mas pode ajudar outras pessoas”. Comecei a ser voluntária em projetos sociais e me apaixonei por estar cuidando de pessoas que poucos enxergam.

– O que pensa?

Que a política está desgastada e que o povo está mudando, querendo votar em pessoas que realmente tenham ideais.

– Qual proposta de atuação na Câmara?

Atuar como uma voz na saúde do homem e da mulher, defender os profissionais de saúde, em especial a categoria da enfermeira, e lutar por melhorias nós bairros periféricos de Salvador.

Dr. Antônio José (PTB)

Nascido em Salvador, Dr. Antônio José, de 48 anos, é médico há 25 anos e trabalha em comunidades carentes “em prol dos desassistidos”, como mesmo descreveu.

– Como chegou na política?

Cheguei na política por convite de líderes em comunidades de Salvador.

– O que pensa?

Penso que a Saúde é um direito inequívoco de todos; então, tenho lutado em favor de uma maior acessibilidade das pessoas à saúde, sobretudo, as mais simples, as mais pobres.

– Qual proposta de atuação na Câmara?

Lutarei, também, no sentido de empreendermos mudanças qualitativas na Educação, no Saneamento, no Lazer, na Mobilidade urbana, na Segurança Pública. Há muito por fazer e essa luta é um desafio que abraçamos como meta de vida.

Emerson Penalva (Podemos)

Emerson Penalva, de 47 anos, é administrador e pai de três filhos

– Como chegou na política?

Desde muito cedo tenho vivência na política. Desdêmona Penalva, minha avó, foi a primeira vereadora mulher do município de Esplanada, onde nasceu. Foram diversos mandatos na cidade sendo reconhecida pelo município por todo o seu trabalho. Por sua representatividade política foi homenageada com nome de uma rua na cidade.

O meu tio Clóvis Penalva foi vereador de Esplanada. Já o meu bisavô Ruy Penalva de Farias foi deputado estadual da Bahia e meu tio-avô Otávio Penalva foi deputado estadual em Sergipe.

Em 1998, fui convidado pelo atual deputado federal Bacelar para ser assessor político de seu mandato na Câmara de Vereadores. Foi nesse período que conhecei a realidade de cada bairro e, principalmente, as necessidades, desejos e anseios da população soteropolitana.

– O que pensa?

Para mim, a política é uma ferramenta de transformação social e importante instrumento para mudar a vida das pessoas.

– Qual proposta de atuação na Câmara?

Na Câmara de Salvador vou levantar a bandeira do fortalecimento do terceiro setor (organizações não governamentais, associações, fundações, entidades filantrópicas), assim como defendi durante toda a campanha eleitoral.

Fomentar o terceiro setor é um dos caminhos para a geração de emprego e renda, melhorar a saúde e educação da população, além de estimular a cultura e a prática de esportes.

George ‘Gordinho da Favela’ (PSL)

Nascido no bairro de São Caetano, George Reis, de 48 anos. O “Gordinho da Favela”, como é popularmente conhecido, é coordenador de operações de limpeza urbana.

– Como chegou na política?

Através de ações sociais, vendo e lidando de perto no dia a dia com os problemas presentes nas comunidades, e sentindo a necessidade de mais atuações de políticas públicas nessas áreas.

– O que pensa?

Que através do poder público podemos ser mais atuantes nas áreas mais carente da cidade, fazer a diferença e trazer um sentido novo, uma qualidade melhor para um povo que, de fato, precisa de mais atenção.

– Qual proposta de atuação na Câmara?

Atuar na elaboração de projetos de leis que beneficiem o trabalho e que favoreçam a geração de emprego. Tenho um lema comigo que é o ‘trabalho’. Acredito que através dele podemos mudar toda uma realidade familiar, trazer de volta a dignidade e a autoestima do pai e da mãe de família que hoje se encontram fora do mercado de trabalho.

Irmão Lázaro (PL)

Ex-deputado federal, Antônio Lázaro Silva, de 54 anos, licenciou-se do mandato a partir de 18 de abril de 2016 para assumir, na época, o cargo de Secretário Municipal de Relações Institucionais em Salvador. Irmão Lázaro é evangélico, músico e empresário.

– Como chegou na política?

Cheguei na política por interesse em manifestar a minha opinião sobre os assuntos debatidos a respeito das leis federais, estaduais e municipais.

– O que pensa?

Penso que Salvador está crescendo e pode crescer ainda mais.

– Qual proposta de atuação na Câmara?

A minha proposta primordial é a ressocialização de dependentes químicos e amparo para as pessoas em estado de vulnerabilidades. Eu também estarei atento em todas as propostas que precisarem ser citadas pelos vereadores.

Júlio Santos (Republicanos)

Soteropolitano, Júlio Santos, de 46 anos, iniciou a sua vida profissional como vendedor ambulante. Futuramente, passou a exercer o cargo de gerência em um estabelecimento comercial da capital baiana. Em 1998, segundo ele, abriu mão de interesses pessoais “para cuidar dos mais vulneráveis através do trabalho evangelístico e social”. Atualmente é bispo evangélico da Igreja Universal, função que exerce desde 2016.

– Como chegou na política?

Ingressei na política para dar prosseguimento, em maior escala, ao trabalho voluntário que exerci por mais de 20 anos com projetos sociais na cidade de Salvador, os quais tinham como finalidade diminuir as desigualdades sociais através da educação, do esporte e da cultura. Por meio destes, tive a oportunidade de conhecer as necessidades das comunidades menos oportunizadas. Neste cenário, vejo a possibilidade de propor políticas públicas que sejam efetivas, eficazes e que, principalmente, proporcionem melhorias aos cidadãos soteropolitanos.

– O que pensa?

Entendo que o parlamentar é um representante direto do cidadão, e como tive o voto de confiança de 8.810 eleitores, não medirei esforços para atuar da melhor forma possível. Como um líder evangélico, posso dizer que um bom pastor conhece as necessidades das suas ovelhas e um bom vereador deve conhecer cada necessidade básica das comunidades, ruas e da nossa gente e a fim de propor uma nova política na cidade do Salvador que me coloquei à disposição e fui eleito.

– Qual proposta de atuação na Câmara?

As minhas propostas para atuação no mandato que terá início em 2021 são pautadas nas principais necessidades que verificamos junto com a população soteropolitana, pois acredito que a melhor forma para se fazer política é ao lado de cada cidadão. Assim terei como bandeiras principais a Educação, Empregabilidade, Empreendedorismo e Esporte, por serem pilares para transformação e autonomia do ser humano e mecanismo de garantia da dignidade da pessoa humana e formação de uma sociedade mais justa.

Laina Crisóstomo (PSOL)

Laina Crisóstomo, de 33 anos, atua como advogada.

– Como chegou na política?

Sou mulher negra, advogada feminista, mãe, lésbica, gorda ‘antiproibicionista’ e candomblecista. Então a luta pelo direito de todos em comum, pelo combate à desigualdade, diferença de classe e raça, intolerância e preconceito sempre fizeram parte da minha vida.

Componho a setorial de mulheres do PSOL na Bahia e, em 2018, me candidatei para deputada federal, onde obtive 13.855 e fui a mais votada do partido.

– O que pensa?

Salvador é uma cidade desigual e precisa de representes que se enxerguem em sua população para trabalhar de verdade. Assim como a nossa cidade tem a maior população negra do mundo fora do continente africano, ela precisa também ter essa representatividade em cargos políticos. É assim que essa democracia pode se fortalecer com a existência de uma política para todos.

– Qual proposta de atuação na Câmara

Junto com Cleide e Gleide vamos dar voz para as causas da nossa gente. Por conta da lei, consta apenas o meu nome como vereadora. Mas estarei sentando naquela Câmara como Pretas por Salvador.

Pretas por Salvador é um mandato coletivo que vai lutar para melhorar a condição de vida das mulheres, combater o preconceito contra a diversidade de gênero, dar mais visibilidade para a comunidade LGBTQIAP+, combater a desigualdade racial que infelizmente ainda é tão presente em nossa cidade e lutar por programas habitacionais que proporcionem uma moradia digna para a população.

Marcelo Maia (PMN)

Marcelo Castilho Maia, de 48 anos, é administrador de empresas e pós-graduado em Gestão Publica.

– Como chegou na política?

Iniciei pela política estudantil, sendo presidente do Grêmio Estudantil do Centro Integrado de Educação Conselheiro Luiz Vianna, de Brotas, por três mandatos. Devido à forte atuação no movimento estudantil chegamos em diretorias de entidades estudantis municipais.

Os primeiros passos na política partidária foi com o saudoso deputado estadual Cristóvão Ferreira. Trabalhei por anos na rádio Piatã FM. Posteriormente, fui ser assessor parlamentar do ex-vereador Cristóvão Ferreira Júnior. Também fui administrador regional do bairro de Brotas – as atuais prefeituras-bairro – por dois períodos, na gestão do ex-prefeito João Henrique.

Trabalhei na Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal), na Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Sempre) e, por último, na Secretaria de Gestão da Prefeitura.

Fui candidato em 2016 pelo MDB. Como tive uma excelente votação, visto a falta de estrutura e apoio, dei continuidade ao trabalho já iniciado. Trabalhei firme nos últimos quatro anos com projetos sociais, como o Sopão da Amizade, Natal das Crianças, Domingo é das Crianças, Parceiros em Ação, além da viabilização de importantes serviços públicos.

– O que pensa?

Luto por uma sociedade mais igualitária, justa e sem discriminação.

– Qual proposta de atuação na Câmara?

Luta permanente para um atendimento digno e de qualidade dos serviços públicos, principalmente os de primeira necessidade como Educação e Saúde, além da geração de empregos e renda para os munícipes e infraestrutura.

Maria Marighella (PT)

Neta do guerrilheiro Carlos Marighella, Maria, de 44 anos, é atriz e gestora cultural.

– Como chegou na política?

A política sempre esteve comigo. Sou neta de Carlos Marighella. Em 1976, quando nasci, meu pai estava preso. Minha avó estava exilada e meu avô estava morto em 1969. Todos por enfrentarem a ditadura militar imposta ao Brasil em 1964. Nunca tive vida afastada da política. Mas como sujeito, pessoa, tomei a decisão de caminhar pelos percursos das artes e da cultura.

Desde 2012 venho atuando na gestão pública da cultura e as diversas experiências foram me mostrando a urgência de termos campo político para encarnação das nossas pautas. Mas em 2016, vendo o processo de votação do golpe contra Dilma, me sinto convocada para participar ainda mais ativamente. E, em 2019, eu e um grupo de pessoas da cultura organizamos a ManifestA ColetivA, uma movimentação cidadã de onde saiu a minha candidatura a vereadora pelo PT.

– O que pensa?

A política é fundamental. É o espaço do dissenso e do diálogo. Não podemos abrir mão da política, de apresentar projetos, de discutirmos e contrapormos visões de mundo.

– Qual proposta de atuação na Câmara?

Vou atuar na oposição, colocando a cultura no centro da discussão sobre democracia e desenvolvimento da cidade. A cultura como conformação de um comum, de uma cidade para todas as pessoas.

Roberta Caires (Patriota)

– Quem é?

Roberta Nunes Caires, de 37 anos, foi Diretora Municipal de Defesa do Consumidor (Codecon) e presidente da Fundação Cidade Mãe. Sob a presidência nacional de ACM Neto, ela foi presidente do Mulher Democratas na Bahia.

– Como chegou na política?

Iniciei a carreira política ainda jovem estudante, aos 15 anos, em Porto Seguro, atuando junto a lideranças comunitárias, em bairros populares, com projetos e serviços prestados em favor da redução das desigualdades sociais. Fiz parte do movimento estudantil no interior baiano, que me credenciou como forte liderança e, mais tarde, como candidata a prefeita de Porto Seguro. Fui também secretária da Prefeitura da cidade.

– O que pensa?

Vou fazer um mandato de escuta permanente dos cidadãos soteropolitanos, investindo em um mandato participativo de efetiva representação das pessoas. Vinda da gestão do prefeito ACM Neto e sendo da base do prefeito eleito Bruno Reis, considero ter plena articulação política e administrativa com o Poder Executivo, com o compromisso de realmente atender na Câmara os interesses coletivos.

Qual proposta de atuação na Câmara?

Me elegi para fazer um mandato que realmente faça a diferença para a população, com o objetivo de cuidar da retomada econômica no período pós-pandemia, quando vier, mas que já transforme a realidade das pessoas, seja tornando as mulheres como lideranças, desbancando a desigualdade social, equilibrando as relações consumidores, tratando a empregabilidade do jovem e dando destaque à causa das Pessoas com Deficiência em nossa cidade.

Uma bandeira de destaque que carrego é fazer a mulher ser líder, ocupar espaços públicos de poder e de tomada de decisão em qualquer âmbito. Isso é algo pelo que sempre lutei e que perpassa pela capacitação e pela liberdade econômica das mulheres. Por isso, acredito ser uma necessidade formar e capacitar as mulheres também para que possam escolher onde vão atuar, além de empreenderem, indo além da questão da subsistência, para que possam abrir e administrar seus próprios negócios por vocação, por exemplo.

Um compromisso entre os mais relevantes, sem dúvida, é a causa das Pessoas com Deficiência. Garantir a inclusão e a acessibilidade em uma cidade que já tem trabalhado muito nesse objetivo é a sua luta. Na Câmara, irei trabalhar incessantemente em prol de políticas públicas que gerem respeito aos direitos das Pessoas com Deficiência.

A empregabilidade do jovem de Salvador é uma bandeira de Roberta Caires porque isso é tratar o presente econômico e social da cidade de maneira sustentável, tornando mais robusta essa parcela da população economicamente ativa, com reflexos positivos inegáveis individuais e coletivos também para o futuro. À frente da Diretoria de Defesa do Consumidor antes de se candidatar, tive a oportunidade de entender melhor as relações de consumo e hoje trabalho para que consumidor e fornecedor tenham uma relação de ganha-ganha, e essa é também uma bandeira como vereadora.

Como sempre tive uma veia de ativismo social pujante e fui presidente da Fundação Cidade Mãe por dois anos, as questões sociais, de buscar igualdade de oportunidades, equidade, equilíbrio são desafios que tomei para mim.

Sandro Bahiense (Patriota)

Nascido no bairro da Liberdade, Sandro Bahiense, de 48 anos, é chefe de segurança.

– Como chegou na política?

Do trabalho como líder comunitário.

– O que pensa?

Penso que nossas ações são importantes quando são direcionadas para o bem. Sendo assim, irei buscar melhorias para a nossa cidade, priorizando os mais desassistidos.

– Qual a proposta de atuação na Câmara?

Escolas de qualificação para os jovens. Esporte e educação nas comunidades carentes.

Tiago Ferreira (PT)

Tiago Ferreira, de 40 anos, é morador do bairro de Fazenda Coutos. Em sua carreira profissional, atuou como motorista de ônibus, diretor do Sindicato dos Rodoviários da Bahia e, também, dirigente da Central Única dos Trabalhadores da Bahia.

– Como chegou na política?

Cheguei na política pela luta social. Pelo movimento sindical. Eu fui assessor parlamentar do deputado estadual Robinson Almeida. Já atuei em outros mandatos. Mas sempre me dediquei na luta pela comunidade de Fazenda Coutos, do Subúrbio e pela luta dos trabalhadores de forma geral.

– O que pensa?

Penso que a política é uma forma de transformar e de lutar pela sociedade, por questões da educação e questões voltadas para a juventude. Eu quero atuar principalmente nessas questões da luta pelo primeiro emprego, da luta pela capacitação profissional, contra o genocídio da juventude negra na periferia da cidade, lutar para criar esperanças para a população pobre.

– Qual proposta de atuação na Câmara?

O meu mandato vai ser voltado para a classe trabalhadora e para as periferias da cidade. Esse vai ser o meu foco. Tentar melhorar a vida das pessoas. Lutar por creche escola em cada bairro de Salvador para que as mulheres possam deixar os seus filhos e ir trabalhar com tranquilidade. Quero lutar por escola integral. Lutar para que a Prefeitura de Salvador subsidie a gratuidade dos estudantes nos transportes públicos, pelo menos para as escolas públicas. Lutar pela manutenção dos postos de trabalho da categoria dos rodoviários que estão em risco por conta da empresa CSN. Essas são algumas das bandeiras que quero levantar na Câmara.

Mateus Soares
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