Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado / Arquivo
Médica oncologista e imunologista Nise Yamaguchi 14 de outubro de 2021 | 12:02

Nise relembra inquirição de Otto: ‘o colega não me ouviu e a minha resposta foi correta’

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A médica imunologista e oncologista Nise Yamaguichi, que processa o senador Otto Alencar (PSD) por conta dos ataques que considera ter recebido ao participar, no início de junho, de sessão da CPI da Pandemia, no Senado, rememorou, um dos momentos em que teve embates com o parlamentar baiano.

“Já respondi na CPI a diferença entre Vírus e Protozoário. Infelizmente o colega não ouviu e a minha resposta foi correta. Não quer dizer que o conhecimento de uma vida se baseia somente em conceitos, mas sabê-los faz parte da minha base . E a experiência clínica é soberana”, disse a médica, em postagem no Twitter realizada na quarta-feira (13). A pesquisadora defendeu a autonomia médica nos tweets postados ontem.

Em um dos comentários à postagem da médica, um internauta, identificado como Marcelo Freitas (@Marcelo01422977) respondeu que “foi um dos momentos mais patéticos dos membros da CPI. Um médico ortopedista que está há 34 anos na política (é quase um ex-médico) tenta fazer uma pegadinha, que não funciona. Mesmo assim finge que funcionou e segue agressivo e ofensivo”.

A médica disse que não tem medo da CPI, na qual passou a figura como investigada após decisão do relator Renan Calheiros (MDB/AL). “Para aqueles que me perguntam se estou com medo da CPI, quero dizer que acredito que o Senado é o espaço que temos, mais nobre e elevado do Diálogo, enquanto Casa do Povo. Lá fui como voluntária para esclarecer os benefícios dos tratamentos existentes. Acredito no Bem Comum”, escreveu a médica.

“Aos advogados que se solidarizam ao Conselho Federal de Medicina e aos pacientes que, através da autonomia médica, têm a liberdade de optar ou não pelos melhores tratamentos, o nosso muito obrigado”, declarou Nise Yamaguchi ao defender a autonomia médica.

A imunologista e oncologista ainda questionou a posição de quem questiona o chamado tratamento precoce: “por que acusam a gente de tratar nas fases iniciais, quando em todas as doenças é melhor? Por que não aceitam os mais de 300 artigos publicados em revistas científicas mostrando os resultados favoráveis, por que a censura escancarada?”.

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Davi Lemos
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