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Líder do União Brasil na Câmara, Elmar Nascimento cobra representatividade de deputados nos ministérios do governo Lula
Líder do União Brasil na Câmara, Elmar Nascimento cobra representatividade de deputados nos ministérios do governo Lula
Por Redação
08/06/2023 às 09:42
Atualizado em 08/06/2023 às 09:42
Foto: Reprodução/YouTube

Líder do União Brasil na Câmara, o deputado federal Elmar Nascimento expressou sua insatisfação com a falta de deputados entre os ministros do governo federal. Em meio à crise com o Legislativo e a iminente reforma ministerial no Planalto, Nascimento questionou o número de senadores escolhidos para os cargos ministeriais em detrimento da representação da Câmara.
Ele criticou o desequilíbrio no sistema bicameral na formação do governo, destacando uma supervalorização do Senado em relação à Câmara. Nascimento apontou que há uma relação desproporcional entre senadores e deputados, com pelo menos três ministros para cada um desses órgãos, ocupando pastas de maior relevância.
"Na montagem do governo - é claro que isso pode ser corrigido ao longo do tempo, minorado sem troca de pessoas - houve nos espaços reservados a vários partidos um desequilíbrio no sistema bicameral em que houve uma supervalorização do Senado em detrimento da Câmara. Você tem, no mínimo, e em pastas muito mais relevantes, três para um nessa relação Senado e Câmara", declarou Elmar.
Atualmente, o Senado possui sete ministérios no governo: Camilo Santana (PT-CE) na Educação, Flávio Dino (PSB-MA) na Justiça, Carlos Fávaro (PSD-MT) na Agricultura, Simone Tebet (MDB-MS) nas Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD-MG) no Desenvolvimento Social, Wellington Dias (PT-PI) no Desenvolvimento Social e Renan Filho (MDB-AL) nos Transportes.
Por outro lado, a Câmara conta com oito nomes: Juscelino Filho (União-MA) nas Comunicações, Daniela do Waguinho (União-RJ) no Turismo, Marina Silva (Rede-SP) no Meio Ambiente, Sônia Guajajara (PSOL-SP) representando os Povos Originários, Alexandre Padilha (PT-SP) nas Relações Institucionais, Luiz Marinho (PT-SP) no Trabalho, Paulo Pimenta (PT-RS) na Secretaria de Comunicação (Secom) e Paulo Teixeira (PT-SP) no Desenvolvimento Agrário. Seis desses ministros são da coligação de Lula.
Além disso, Nascimento mencionou a falta de liberação de emendas parlamentares por parte do governo. O Orçamento prevê a destinação dessas emendas aos parlamentares, que as utilizam para beneficiar suas bases eleitorais nos estados. O deputado questionou o fato de que, embora tenham participado da elaboração do Orçamento ao longo do ano, por meio de comissões e subcomissões, os parlamentares não têm o direito de opinar sobre a destinação de apenas 0,33% do Orçamento.
Nascimento também abordou a suposta infidelidade do partido na Câmara, argumentando que os nomes escolhidos para ministros do governo não foram aprovados pela bancada. Juscelino Filho e Waldez Goes foram indicados pelo senador Davi Alcolumbre, enquanto Daniela do Waguinho foi uma escolha pessoal de Lula. O próprio Elmar Nascimento era considerado para um cargo ministerial, mas foi vetado pelo PT.
