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Com Salvador na mesa de negociações, aliados de Jerônimo participam da reunião do conselho político mirando 2026
Com Salvador na mesa de negociações, aliados de Jerônimo participam da reunião do conselho político mirando 2026
Por Política Livre
01/09/2023 às 10:47
Atualizado em 01/09/2023 às 12:35
Foto: Mateus Pereira/Arquivo/GOVBA

Partidos aliados do governador Jerônimo Rodrigues (PT) participam neste sábado (02) da reunião do conselho político mirando não só as eleições de 2024, mas também o pleito de 2026. O Política Livre apurou que a maior preocupação de ao menos parte das siglas é chegar politicamente forte para disputar espaço na chapa majoritária na reeleição do atual ocupante do Palácio de Ondina, e não a cabeça de chapa na corrida pela Prefeitura de Salvador.
Essa seria a prioridade, por exemplo, do MDB, que teve um papel relevante na construção da vitória de Jerônimo em 2022 e retomou uma rota de crescimento após um período de crise. Por isso, os caciques emedebistas já sinalizaram que não farão "cavalo de batalha" ou pretendem criar embaraços ao governador para lançar o vice-governador Geraldo Júnior (MDB) ao Palácio Thomé de Souza, sendo mais importante se fortalecer no interior, na gestão e no relacionamento com os principais aliados.
O entendimento no MDB é que se Geraldo Júnior for escolhido o candidato da base aliada, o vice-governador terá toda a estrutura e apoio do partido, mas o foco da sigla é, de fato, estar na chapa de Jerônimo em 2026, quando concorrerá com legendas como o próprio PT, o PSD, o PSB, o PCdoB, o Avante e talvez até o PP. Só que os emedebistas temem que uma eventual derrota do segundo na sucessão estadual possa enfraquecer os planos para 2026.
Por isso, desde o início, a candidatura do vice-governador ao Executivo da capital, que ficou mais distante com o apoio do amigo e presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), à reeleição do prefeito Bruno Reis (União), consiste mais em um desejo pessoal de Geraldo Júnior do que em um projeto partidário.
No PSB, o cenário não é diferente. Presidente da legenda na Bahia, a deputada federal Lídice da Mata tem como plano político prioritário garantir um lugar na chapa majoritária em 2026, ela que foi preterida de concorrer ao Senado em 2018, engolida pela força do PSD e do PP, então aliado integral do PT, mesmo podendo disputar a reeleição, pois era senadora.
A própria Lídice é um dos nomes colocados no tabuleiro da sucessão em Salvador, e não nega a possibilidade de entrar na disputa, mas também não enxerga o cenário apenas a curto prazo. Assim, não faz esforço, por exemplo, para defender a candidatura do presidente da Conder, José Trindade, hoje no PSB, ao Palácio Thomé de Souza, até que haja um apelo nesse sentido do governador e de ao menos mais um dos dos componentes da tríplice coroa petista, completada pelo senador Jaques Wagner e pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa.
Nesse cenário, para o candidato da base ser do PSB, essa decisão também terá que ser respaldada pelo governador e seus principais aliados dentro de uma negociação mais ampla. O partido tem ainda como cotado o vereador de Salvador Sílvio Humberto, que garantiu ontem estar vivo na disputa.
O Avante é outro partido que almeja também ocupar a chapa majoritária em 2026. Para isso, a prioridade para 2024 não é Salvador, e sim o fortalecimento no interior. Os caciques da legenda garantem que mais de 50 prefeitos já ingressaram na sigla desde que o ex-deputado federal Ronaldo Carletto, ex-PP, assumiu a presidência estadual, embora ninguém divulgue a lista com os nomes dos gestores. A meta é sair das urnas maior do que o PSD comandado na Bahia pelo senador Otto Alencar.
Vale frisar que, também mirando 2026, Jaques Wagner tem defendido internamente que o candidato ao Palácio Thomé de Souza não deveria ser do PT, mesmo tendo atuado decisivamente para viabilizar o lançamento da pré-candidatura do deputado estadual petista Robinson Almeida. O senador deve tentar a reeleição, com cadeira cativa na chapa.
