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Aliados de Elmar chamam decisão de União Brasil de lhes cobrar compromisso com oposição de "voto de cabresto"

Aliados de Elmar chamam decisão de União Brasil de lhes cobrar compromisso com oposição de "voto de cabresto"

Por Política Livre

14/05/2024 às 11:35

Atualizado em 14/05/2024 às 13:45

Foto: Divulgação

Marcinho Oliveira e Júnior Nascimento

Os dois principais aliados do deputado federal Elmar Nascimento na Assembleia Legislativa, Marcinho Oliveira e Júnior Nascimento, disseram nesta terça-feira (14) a este Política Livre que são contrários à decisão da Executiva estadual do União Brasil, partido ao qual os três são filiados, de punir os parlamentares que votarem a favor do pedido de empréstimo de cerca de R$ 2 bilhões solicitados pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) à Casa. O próprio Elmar também criticou o fechamento da questão, em entrevista exclusiva ao site.

A punição prevista começa com o corte do fundo eleitoral para candidatos a vereador e prefeito ligados aos "rebeldes" e, em última instância, caso haja reincidência, resultar na expulsão dos quadros partidários. A reunião da Executiva estadual do União Brasil foi liderada pelo vice-presidente nacional da sigla, ACM Neto, e pelo presidente do legenda na Bahia, deputado federal Paulo Azi, entre outros participantes, a exemplo dos prefeitos de Salvador, Bruno Reis, e de Camaçari, Antonio Elinaldo, e de parlamentares.

Júnior Nascimento, que é primo de Elmar, e Marcinho Oliveira afirmaram que não irão aceitar o "voto de cabresto" nos posicionamentos da Assembleia. Eles já votaram, este ano, a favor do pedido de empréstimo de R$ 400 milhões de Jerônimo ao Legislativo estadual, contrariando tanto a bancada do União Brasil quanto da oposição. Os dois alegaram que os recursos, conforme o projeto do governo, seriam aplicados na área da segurança pública.

"Eu nem li ainda esse projeto do empréstimo dos R$ 2 bilhões. Farei isso antes de tomar a minha decisão. Não tenho receio de penalidades porque meu voto não é de cabresto, é uma decisão individual. Claro que sempre vou ouvir meu partido, minha bancada, as nossas lideranças, mas mediante o diálogo, e não por conta de imposições. Eu achei essa decisão que saiu da reunião exagerada", disse Júnior Nascimento.

"Votei a favor dos R$ 400 milhões porque era bom para a Bahia. A oposição vem sempre batendo na questão da violência, então, para mim, seria um contrassenso votar contra este empréstimo. Não podemos fazer política na base do quanto pior melhor, até porque esse nunca foi meu estilo", emendou Marcinho, que foi o único a se colocar contrário à decisão da Executiva estadual do União Brasil na reunião de ontem.

A base do governo deve colocar em votação, nesta terça, o pedido de urgência para a votação do empréstimo de R$ 2 bilhões. Em entrevista na manhã desta terça-feira, ACM Neto criticou o projeto e defendeu a posição da Executiva estadual do União Brasil.

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