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Movimento de Adolpho Loyola para atrair prefeito da oposição causa revés a aliados e instala desconforto no PSD

Movimento de Adolpho Loyola para atrair prefeito da oposição causa revés a aliados e instala desconforto no PSD

Por Redação

11/01/2025 às 18:23

Atualizado em 11/01/2025 às 18:23

Foto: Divulgação/Arquivo

Secretário de Relações Institucionais do Estado, Adolfo Loyola

O núcleo do PSD na Bahia ainda não digeriu a articulação do novo secretário de Relações Institucionais do Estado, Adolfo Loyola, que impôs uma derrota ao partido na eleição do Consórcio Territorial do Recôncavo (CTR).

Os desdobramentos da eleição do final de dezembro passado somam-se agora com o incômodo ainda mais evidente diante da projeção do senador Jaques Wagner (PT) de excluir o PSD da chapa majoritária de 2026 com uma formação “puro sangue”, o que inviabilizaria a possibilidade de reeleição do senador Angelo Coronel (PSD).

Ednaldo Ribeiro (PL), prefeito de Cruz das Almas e aliado de João Roma (PL) - emissário de Bolsonaro na Bahia -, venceu a prefeita eleita de Conceição do Almeida, Renata Suely Nogueira (PSD), por 10 votos a 7, apesar de a base governista ter maioria entre os prefeitos da região.

Nesta quinta-feira (9), quando tomou posse no CTR, Ribeiro escancarou o jogo combinado que fez com Loyola a partir de uma mediação do deputado estadual Vitor Azevedo (PL) - eleito em 2022 pelo campo bolsonarista, mas que migrou para a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) logo no inicio do mandato.

“Fui levado a Adolpho Loyola por Vitor e obtive a garantia de que o governo não iria interferir na eleição. Por isso, fui candidato. Não iria entrar nessa disputa contra o governo. Fui buscar os apoios e obtive maioria. Não estou hoje na base aliada, mas quero também destacar positivamente a imparcialidade do governador, que sempre foi bem tratado por mim toda vez que visitou Cruz das Almas”, disse Ednaldo, que já recebeu convite para integrar a base de Jerônimo.

Internamente, a avaliação entre pessedista é que o movimento para tentar atrair quadros da oposição não poderia ocorrer sob pena de sacrificar os aliados, sobretudo da principal sigla que tem dado sustentação aos governos petistas no estado. O movimento de Loyola soou, para alguns, como traição.

Em 2022, Ednaldo Ribeiro declarou apoio a ACM Neto no segundo turno contra o governador Jerônimo.

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