Aladilce pede ao prefeito para não mandar plano de segurança este ano
Por Reinaldo Oliveira, Política Livre
18/11/2025 às 21:25
Atualizado em 18/11/2025 às 21:46
Foto: Política Livre
A vereadora Aladilce Souza (PCdoB)
Líder da bancada da oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) fez um apelo ao prefeito Bruno Reis (União Brasil) para que ele não envie o projeto do Plano Municipal de Segurança Pública e Defesa Social de Salvador (PMSPDS) ainda neste ano.
Em entrevista à imprensa durante a sessão ordinária do Legislativo soteropolitano nesta terça-feira (18), a comunista afirmou que não há tempo para que o plano de segurança pública seja analisado ainda este ano, já que as atividades da CMS vão até o dia 17 de dezembro, e não há prazo suficiente para discutir o texto com “diversos segmentos da cidade”.
“Nós não reunimos a oposição para conversar sobre isso, mas, na minha opinião, nós não temos condição de votar um plano de segurança este ano ainda. A perspectiva é que a Câmara funcione até o dia 17 de dezembro, e um plano desse nós precisamos de muito tempo, tempo suficiente e necessário para a gente ouvir a população”, afirmou.
A edil destacou que a matéria da segurança pública é bastante complexa e que, por esse motivo, a bancada de oposição entende que não dá para apreciar em menos de trinta dias.
“Segurança pública é uma questão muito importante, delicada. A gente precisa ouvir os diversos segmentos da cidade, tanto das forças policiais, como da própria Guarda Municipal, que não é força policial, mas é auxiliar, como da população em geral, diversas instituições de direitos humanos”, acrescentou.
A edil ainda aproveitou a ocasião para fazer um apelo ao chefe do Palácio Thomé de Souza, para que ele encaminhe o plano de segurança apenas no ano que vem, de modo que haja um período maior para avaliar o texto da proposta.
“Não temos tempo para votar, então que o prefeito, por favor, se abstenha de mandar o plano de segurança este ano. No próximo ano, a gente vai construir um calendário de audiências públicas, de escuta, para que a gente possa votar uma legislação que realmente atenda às necessidades de segurança, que não passam só por polícia, mas que atenda às necessidades de segurança pública da nossa cidade”, concluiu.
