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Alden minimiza crescimento de filiados do PT no país e diz que dados precisam ser contextualizados

Alden minimiza crescimento de filiados do PT no país e diz que dados precisam ser contextualizados

Por Reinaldo Oliveira, Política Livre

19/01/2026 às 18:09

Foto: Divulgação/Arquivo

Imagem de Alden minimiza crescimento de filiados do PT no país e diz que dados precisam ser contextualizados

O vice-líder da oposição na Câmara dos Deputados, Capitão Alden (PL)

Após o secretário de Comunicação do Partido dos Trabalhadores, Éden Valadares, usar as redes sociais nesta segunda-feira (19) para comemorar o crescimento de filiados à sigla em todo o país, o vice-líder da oposição na Câmara dos Deputados, Capitão Alden (PL), minimizou a informação e disse que os dados precisam ser contextualizados.

“O crescimento do número de filiados ao Partido dos Trabalhadores, conforme levantamento recente da Justiça Eleitoral, que aponta um aumento de 24,6 mil novos registros em 2025, não pode ser analisado de forma isolada. Esse dado precisa ser contextualizado dentro da realidade social e econômica do país”, afirmou o parlamentar ao Política Livre nesta segunda-feira (19).

O deputado destacou que o Brasil convive hoje com cerca de 94 milhões de pessoas que vivem direta ou indiretamente de programas sociais e que, em 10 dos 27 estados, o número de beneficiários do Bolsa Família já supera o de trabalhadores com carteira assinada. Segundo ele, esse cenário cria uma relação objetiva entre pobreza, dependência estatal e alinhamento político.

“É natural que, em ambientes de alta vulnerabilidade social, a população tenda a se aproximar do partido que controla e amplia políticas de transferência de renda. Não se trata de julgamento sobre os beneficiários, mas de um fenômeno político conhecido: quando a assistência deixa de ser transitória e se torna permanente, ela passa a influenciar comportamentos eleitorais e partidários”, acrescentou.

Refutando a comemoração do ex-presidente do PT na Bahia, Alden defendeu que o aumento de filiados ao Partido dos Trabalhadores reflete um modelo cheio de controvérsias e adversidades.

“A filiação partidária, nesses casos, não nasce necessariamente de engajamento ideológico profundo, mas da percepção de que aquele partido representa a continuidade de benefícios essenciais à sobrevivência de milhões de famílias”, continuou.

Em relação à diminuição de filiados em outras siglas, o parlamentar afirmou que se trata de um processo que ocorre por diversos fatores distintos.

“Já a redução no número de filiados a outras legendas, como o PL, ocorre em um contexto diferente: fora do controle da máquina federal, defendendo um projeto baseado em geração de emprego, autonomia econômica e redução da dependência do Estado, agenda que encontra mais dificuldade de avançar em um país ainda marcado pela pobreza estrutural”, complementou.

Para Alden, o debate central que o Brasil precisa enfrentar não é apenas sobre crescimento ou queda de filiados, mas sobre qual modelo social e econômico está sendo consolidado.

“Um país que transforma programas sociais em porta de saída da pobreza ou um país que os utiliza como política permanente de sustentação política. Sem crescimento econômico, emprego formal e mobilidade social, os números de filiação partidária continuarão refletindo a dependência, e não a superação da pobreza no Brasil”, concluiu.

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